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Usuários realizam ato público pela manutenção da Pró-Matre

Os usuários dos serviços da Associação Beneficente Pró-Matre de Vitória mantiveram o ato público e realizaram uma manifestação nesta quarta-feira (18) contra a possibilidade de fechamento da maternidade, que é referência em atendimento a gestantes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Capital. A assembleia geral extraordinária dos associados, que seria realizada no mesmo momento da manifestação foi suspensa.

Os manifestantes, com cartazes, realizaram o ato público em frente à Pró-Matre, no bairro Forte São João, em Vitória. A Guarda Municipal de Vitória orientou o trânsito durante o protesto, que foi bem aceito pela população.

A reunião trataria da alienação de todo o patrimônio da Associação Beneficente, bem como da extinção da entidade.

A Pró-Matre é uma das poucas alternativas para gestantes em Vitória. Caso haja, de fato, o fechamento, só restarão 18 leitos de maternidade na Capital, o que pode provocar um colapso no atendimento no município.

Nos últimos anos, os atendimentos na maternidade chegaram a ser suspensos em diversas ocasiões por atrasos nos pagamentos dos médicos. A unidade, que tem 76 anos, enfrenta problemas crônicos de falta de recursos, que acabam refletindo no atendimento.

Atualmente, a dívida da Pró-Matre gira em torno de R$ 1,3 milhão. O estabelecimento alega que os repasses dos governos estadual e federal não cobrem as despesas, por isso, a expectativa é que o contrato com o governo do Estado, que vence em julho, sofra um aditivo.

O valor do contrato não é reajustado há 15 anos, o que dificulta com que as despesas sejam cobertas. Caso haja aumento no valor, a maternidade poderá cobrir as despesas e parcelar a dívida.

 

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