Os manifestantes, com cartazes, realizaram o ato público em frente à Pró-Matre, no bairro Forte São João, em Vitória. A Guarda Municipal de Vitória orientou o trânsito durante o protesto, que foi bem aceito pela população.
A reunião trataria da alienação de todo o patrimônio da Associação Beneficente, bem como da extinção da entidade.
A Pró-Matre é uma das poucas alternativas para gestantes em Vitória. Caso haja, de fato, o fechamento, só restarão 18 leitos de maternidade na Capital, o que pode provocar um colapso no atendimento no município.
Nos últimos anos, os atendimentos na maternidade chegaram a ser suspensos em diversas ocasiões por atrasos nos pagamentos dos médicos. A unidade, que tem 76 anos, enfrenta problemas crônicos de falta de recursos, que acabam refletindo no atendimento.
Atualmente, a dívida da Pró-Matre gira em torno de R$ 1,3 milhão. O estabelecimento alega que os repasses dos governos estadual e federal não cobrem as despesas, por isso, a expectativa é que o contrato com o governo do Estado, que vence em julho, sofra um aditivo.
O valor do contrato não é reajustado há 15 anos, o que dificulta com que as despesas sejam cobertas. Caso haja aumento no valor, a maternidade poderá cobrir as despesas e parcelar a dívida.

