Armandinho e Gilvan inelegíveis; encontros do Sindipol-ES com candidatos; Fabian com Helder; e mais

Não culpem o “Xandão”
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) decidiu pelo indeferimento de Armandinho Fontoura, vereador de Vitória, como candidato a deputado estadual, representando mais uma baixa importante nas chapas eleitorais do Partido Liberal (PL) no Espírito Santo. Gilvan da Federal, que busca a reeleição para a Câmara dos Deputados, também está a um passo da impugnação – ainda resta o julgamento definitivo de seu registro. A sigla de extrema direita terá que fazer escolhas importantes nos próximos dias, tendo em vista que o prazo para substituição de candidaturas vai se encerrar na segunda-feira (14). O indeferimento, por enquanto, não é definitivo, e Armandinho e Gilvan podem continuar fazendo campanha até o dia da votação. Entretanto, se forem mantidos na disputa e, posteriormente, a Justiça os considerar inaptos, seus votos serão anulados, prejudicando o desempenho das chapas e colocando em risco as eventuais vagas que o partido conquistar.
Uma coisa é certa: nesses dois casos específicos, não dá para colocar a culpa no “Xandão”.
Falsidade ideológica
Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a impugnação da candidatura de Armandinho Fontoura (PL) devido a sua condenação por falsidade ideológica, ocorrida em junho. Ele utilizou o nome de “Dra. Laura” no WhatsApp para promover ataques contra o advogado Luciano Ceotto, segundo a sentença. De acordo com a Lei Complementar 219/2025, enquadra-se nas hipóteses de inelegibilidade de oitos anos a condenação proferida por órgão colegiado. A lei é alvo de análise em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF), mas, de qualquer forma, segundo o MPE, a regra está valendo para as eleições de 2026. A pena de dois anos e três meses de prisão do vereador foi convertida em prestação de serviços à comunidade e multa de R$ 50 mil.
Violência política de gênero
Gilvan da Federal, por sua vez, foi condenado no fim do ano passado em segunda instância por violência política de gênero praticada contra a deputada estadual Camila Valadão (Psol), quando ambos eram vereadores de Vitória. O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, liberou o registro provisório da candidatura, mas a liminar já foi cassada. A Procuradoria Regional Eleitoral se manifestou pelo indeferimento de Gilvan, tendo em vista que a condenação o torna inelegível.
Histórico
Armandinho Fontoura chegou a ficar preso durante um ano por ordem do ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do conhecido inquérito das “Fake News”, e teve as medidas restritivas retiradas no início da campanha eleitoral. Gilvan não foi preso, mas acumula processos judiciais: além da condenação por violência política de gênero, sofreu decisão desfavorável por transfobia, praticada contra a ativista Deborah Sabará; e por calúnia, injúria e difamação contra uma professora da rede municipal de Vitória. Ele ainda se tornou réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por ter falado na Câmara que desejava a morte do presidente Lula.
O tamanho do estrago
Armandinho é uma aposta importante do PL para Assembleia Legislativa, apesar de o partido apresentar outras candidaturas competitivas. No caso de Gilvan, o baque é ainda maior. Em 2022, ele foi o segundo candidato a deputado federal mais votado do Espírito Santo (87,9 mil votos). Nomes como o de Lucas Polese poderão ocupar esse lugar de puxador de votos da sigla, mas ainda assim a chapa se enfraquece substancialmente.
Sindipol nas eleições
O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol-ES) está fazendo encontros com candidatos majoritários do Espírito Santo. Nessa quarta-feira (9), o bate-papo foi com o governador Ricardo Ferraço (MDB) e com o candidato a senador (e ex-governador) Renato Casagrande (PSB). Ricardo afirmou na ocasião, segundo publicação nas redes sociais, que a valorização da categoria no Estado está em processo de “escalada” na atual gestão e assim vai continuar se for reeleito. Nesta sexta-feira (11), o encontro será com Lorenzo Pazolini (Republicanos), adversário de Ferraço.
Mobilização
No início do ano, os policiais civis realizaram mobilizações para pressionar a gestão estadual. A categoria reivindica a readequação salarial do cargo de oficial investigador de Polícia, criado a partir da Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis (Lei nº 14.735/2023), que unificou funções antes exercidas por agentes, investigadores e escrivães, e ampliou o rol de atribuições. A reestruturação institucional foi concluída no plano formal, mas a recomposição remuneratória, que é a última etapa da negociação (considerada essencial), teria ficado pendente.
Fabian com Helder
O candidato a senador Professor Fabian (Psol) tem aparecido em atividades de campanha com Helder Salomão (PT), representante do campo progressista na disputa para governador. Fabian não tem apoio formal da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), que preferiu indicar segundo voto ao Senado para Renato Casagrande, mas tem se apresentado como integrante do “Time do Lula”.
Cadeeso
Magno e Maguinha Malta estiveram nessa quarta-feira (9) na abertura da 125ª Assembleia Geral Ordinária da Convenção das Assembleias de Deus do Estado do Espírito Santo e Outros (Cadeeso), mantendo a proximidade com o público-alvo das ações político-eleitores do “clã”.

