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O pedra no sapato

Na manhã dessa segunda-feira (17), na última sessão da Assembleia antes do recesso parlamentar, o deputado Euclério Sampaio (PDT) falou sobre o relatório Gerência de Controle, Monitoramento e Avaliação de Gestão Penitenciária da própria Secretaria de Estado de Justiça (Sejus). No mesmo dia, o jornal Folha de S. Paulo veiculou reportagem sobre o assunto com base num relatório da própria Sejus.
 
O relatório aponta que o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado (Idaf) confirmou que a carne industrial servida aos internos é de uso exclusivo na produção de embutidos e processados, que seriam impróprios para o consumo humano. Levantou-se depois que a empresa Cozisul Alimentação Coletiva Eirell já acumulava 380 notificações de irregularidades no fornecimento de alimentos à população prisional.
 
Não é a primeira vez que os problemas ocorridos nos presídios capixabas ganham repercussão nacional. Em março de 2010, o caso das “masmorras capixabas” chegou a Genebra, num painel paralelo à reunião do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. À ONU foi entregue um dossiê de 30 páginas e oito fotografias, que mostravam as violações praticadas no sistema prisional capixaba que escandalizaram a comunidade internacional.
 
A sociedade conservadora do Espírito Santo pode entender que as violações nos presídios não chegaram a ser um problema para o governo Paulo Hartung, pois é um assunto que a sociedade prefere não enxergar. Mas tem relação direta com outro que afeta, e muito a vida do chamado “cidadão de bem”. Quando reclama da segurança e não presta atenção no que acontece dentro dos presídios, o capixaba não pode esperar que apenas a entrega de viaturas e a manutenção de uma relação abusiva com a Polícia Militar vão trazer sensação de segurança. Não vão.
 
Para fora do Estado, a imagem de um governador que vive às voltas com denúncias de maus tratos dentro de seu sistema prisional não é uma ação de marketing das mais exitosas e coloca em xeque a imagem vendida pelo governo de uma gestão de excelência. Ainda mais para quem tentou vender no início deste ano a ideia de que as “masmorras” ficaram no passado e que o Estado hoje pode ser considerado modelo na gestão de presídios.
 
O governador que tentava projetar sua imagem nacionalmente, como um gestor que apostando em políticas de austeridade, conseguiu azeitar a máquina pública, hoje vê cada vez mais diminuídas as possibilidades de ampliar seu projeto político para além das divisas do Estado. E mais, se continuar a se complicar com os serviços prestados à população, pode complicar até o projeto de reeleição em 2018.
 
Fragmentos:
 
1 – O processo que rejeitou os recursos de Anderson Pedroni (PSD) sobre a eleição de Fundão, já retornaram ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para publicação. A expectativa é de que em breve, uma nova eleição seja anunciada para o município.
 
2 – O encontro do ex-governador Renato Casagrande (PSB), em Pinheiros, no norte do Estado, foi seguido de churrasco na casa do ex-prefeito Antônio da Emater para 150 pessoas. O encontro foi regado a muitos recados, mostrando disposição do socialista em disputar o governo.
 
3 – Os grupos capixabas da Juventude Socialista Brasileira (JSB-ES) realizam os Congressos Municipais e dos Segmentos Sociais até o dia 1º de agosto. Na Serra, o evento acontece dia 25 de julho, às 19h, na sede municipal do partido, em Jardim Limoeiro. Em Vila Velha o encontro será no dia 23 de julho, às 8h30, no Cerimonial Estação Verde, em Coqueiral de Itaparica.

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