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Pé na estrada

Nessa quinta-feira (13) o governador Paulo Hartung (PMDB) correu o norte do Estado. Fez entregas em Pedro Canário e participou de um evento em Linhares. Isso tem sido uma rotina na vida do peemedebista, que chega a cumprir cinco agendas no interior. Também começa a se arriscar na Grande Vitória, onde sua imagem estava mais avariada após a crise da Polícia Militar, em fevereiro passado, e onde não teve um desempenho tão bom como esperava na disputa eleitoral de 2014.
 
A impressão dos meios políticos é de que Hartung vem trabalhando em duas frentes para o processo eleitoral do próximo ano. A primeira é de tentar enfraquecer os blocos que possam oferecer algum tipo de resistência no cenário eleitoral e a outra é a de fortalecer sua imagem. O que indica que cada vez mais o governador está dentro do processo eleitoral do próximo ano.
 
Hartung até janeiro deste ano tentava inflar sua imagem para fora do Estado, emplacando matérias nacionais em que era colocado como o grande gestor de crises econômicas. Chegou a ser cotado como um possível candidato à presidência ou para compor chapa como vice. Mas parece ter abortado de vez o projeto nacional e estar cada próximo de disputar a reeleição ao governo do Estado.
 
Nem mesmo o Senado parece ser um caminho confortável para o governador, seja porque não conseguiria chegar a Brasília como um nome do alto clero, seja porque não consegue tirar do caminho a candidatura do senador Ricardo Ferraço (PSDB) à reeleição. Entrar em um processo de disputa com Ferraço e Magno Malta (PR), que já não se afinam com o Palácio Anchieta, seria desgastante e incerto para Hartung.
 
Com a mudança de planos, Hartung ficou com um tempo apertado para tentar recuperar sua imagem. Ele assumiu com uma tesoura afiada na mão, que cortou recursos dos municípios e dos serviços prestados pelo Estado, sobretudo os sociais, o que de forma direta ou indireta atingiu o eleitor. Agora o governador trabalha incessantemente para garantir entregas e se esforça para melhorar sua imagem com a população.
 
O processo eleitoral do próximo ano será totalmente imprevisível, por isso Hartung tenta se cercar de todas as possibilidades para se tornar a única alternativa viável ou correrá riscos. Mas também entende que não só de jogadas antecipadas viverá a eleição de 2018, será preciso conquistar o eleitor arredio à classe política e convencê-lo, mais uma vez, a abraçá-lo.
 
Fragmentos:
 
1 – O deputado Sergio Majeski (PSDB) foi tema de calorosa discussão em um grupo conversas. O motivo: o tamanho dos textos do deputado. Pelo jeito o parlamentar vem incomodando mesmo os aliados palacianos. Ele, plácido, deixou o pau quebrar.
 
2 – O prefeito de Colatina, no noroeste do Estado, Sergio Meneguelli, esteve em Brasília nessa quinta-feira (13) e contou com a ajuda do deputado federal, Lelo Coimbra, ambos do PMDB, para se reunir com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, para pedir um aparelho de radioterapia para o município.
 
3 – O recesso parlamentar da Assembleia Legislativa começa na próxima terça-feira (18) e vai até 31 de julho, período em que os setores da Casa funcionarão em horário especial, das 11 às 19 horas, conforme o Ato 467 de março de 2017. Por decisão da Mesa Diretora, a última reunião ordinária do primeiro semestre, nesta segunda-feira (17), será mais cedo, às 9 horas.

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