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A dança flamenca com suas músicas, movimentos e cores conquistou rapidamente o coração da bailarina Ivna Messina, que prática e estuda o estilo desde a adolescência. “O flamenco é a dança mais democrática que existe porque ela se ajusta a todos os corpos e idades e exige personalidade do artista”, diz Ivna. Coreógrafa e bailarina do espetáculo Com, Ivna integra o trio formado também pelas artistas Giselle Ferreira e Cristina Vargas que se apresentam neste sábado (5), no Theatro Carlos Gomes.
As artistas fazem parte da Cia Alma Andaluza, que está completando 10 anos e iniciando um novo momento de criação artística e de pesquisa. “Nossos espetáculos são geralmente feitos a partir de colagens coreográficas, que misturam várias coreografias sem muita ligação entre elas. Porém, a partir do Com estamos trabalhando melhor essa transição entre as danças para amarrar melhor as mudanças ao logo do espetáculo”, explica Ivna.
Outros elementos que fizeram a artista se encantar cada vez mais pelo flamenco foram o figurino e os adereços, que são muito importantes durante os espetáculos. “Os adereços transcendem o sentido estético e são funcionais dentro do palco, dando uma vida a mais as apresentações”, diz.

O espetáculo estreou em março deste ano e é uma homenagem ao afeto e ao encantamento que as artistas dedicaram a dança flamenca. A apresentação faz parte das comemorações de uma década da Cia, que também realizará ainda este ano um tablado flamenco com música ao vivo e uma exposição de fotos e vídeos da história do grupo.
“Durante esses 10 anos conseguimos nos aprimorar tecnicamente e nos aprofundar no universo flamenco. Além disso, também criamos uma rede de contatos, principalmente com músicos flamencos de outros estados, porque aqui no Espírito Santo não há músicos que se dedicam a esse estilo”, conta a coreógrafa.
O objetivo da Cia Alma Andaluza é conseguir unir a tradição do flamenco com a modernidade e a originalidade do grupo, “queremos acrescentar algo as coreografias e não apenas reproduzir algo que já existe”, afirma. A mistura da cultura espanhola com a cultura brasileira também é algo muito presente no flamenco. “O flamenco é uma arte que nasceu da fusão de culturas, inclusive da cultura brasileira. O instrumento de percussão cajón [é um instrumento de percussão que teve sua origem no Peru colonial. Os escravos africanos usavam caixas de madeira para tocarem seus ritmos] foi introduzindo por um baiano”, conta.
Ivna também destaca produções que que inserem elementos da capoeira como o berimbau e do samba, mas no caso do espetáculo Com, a brasilidade transparece de outra forma. “O fato das dançarinas serem brasileiras já transforma totalmente o espetáculo, já que no Brasil a realidade e a construção do corpo das artistas é muito diferente”, finaliza.
Serviço
O espetáculo Com será apresentado neste sábado (5), as 20h, no Theatro Carlos Gomes. Ingressos: R$20 (inteira)

