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Projeto musical A Mesa se apresenta no Theatro Carlos Gomes

 
A mesa é o lugar onde nos reunimos, nos alimentamos e confraternizamos, mas para Fabrício Miyakawa e Gibran Chequer também é o lugar de se fazer música. Foi ao redor desse objeto que começaram os primeiros encontros do projeto musical que hoje se chama A Mesa. Os dois costumavam juntar os amigos para compartilhar ideias e melodias, logo mais, conhecidos foram agregando novos instrumentos e linguagens artistas. Sem compromisso, esse pequeno grupo começou a arriscar algumas composições juntos. 
 
“É um projeto bem coletivo. Mesmo que a banda seja formada por apenas quatro componentes, as composições são assinadas por diferentes músicos. Também temos poetas, fotógrafos e outros artistas que se juntaram à Mesa”, explica Fabrício Miyakawa, que fica responsável pela voz, piano e ukulele, entre outros instrumentos.  Para ele, a mesa também representa o espaço onde toda essa multiplicidade pode ser disposta de forma horizontal, sem hierarquias. 
 
O projeto musical A Mesa começou em meados de 2012 e agora se encontra em turnê pleno edital de Circulação Cultura da Secretaria de Cultura (Secult). Nesta quinta-feira (19), o grupo dá uma pausa nos shows financiados pelo poder público para se apresentar no Theatro Carlos Gomes pela primeira vez. A estreia no teatro foi um convite do Clube de Compositores Capixabas, por meio do projeto Janela Capixaba. 
 
“Já estamos há seis meses fazendo shows pelo Circulação Cultural, então, a nossa preparação tem sido natural. Mas, para o teatro, estamos prontos para uma outra dinâmica de show, já que é um espaço fechado em que o público estará sentado e não sabemos como será sua reação”, diz Fabrício. A abertura do show será feita por Leo Nunes, que vai apresentar alguns solos de violão.
 
A Mesa é formada pelos músicos César Baldan, Fabrício Miyakawa, Gessé Paixao e Lino Paixão e tem uma produção experimental gerada pela união de artistas com estilos diversos que passam pela música vocal, pelo samba de raiz, rock psicodélico e pela música brasileira dos anos 60. “A música vocal é nosso elo, mas as diferenças entre os membros vão da música erudita ao rock”, completa Fabrício. 
 
O primeiro fruto dessa parceria foi a canção Lobo Mau, composta também com a participação de Bianca Borges. A canção foi selecionada por um júri especializado como a vencedora do 3º Festival Vitória em Canto, em agosto de 2013. 
 

 
A banda também tem uma preocupação estética interessante. Em todos os seus shows é montado um cenário com uma esteira no chão, que representa uma mesa cheia de objetos, como livros, flores, frutas e instrumentos. “Já que temos um som bastante autoral e difícil de descrever, tentamos revelar nossas referências nessa grande mesa na qual tocamos em volta”, explica o compositor.
 
Fabrício conta que os livros são geralmente algo que eles estão lendo no momento ou autores que são aludidos nas letras. Já os instrumentos são mais ligados à composição melódica. “Às vezes compomos a música no ukelele, mas durante os shows a tocamos no piano, mas o ukelele está lá como referência”, explica. 
 
Durante os shows previstos pelo edital de Circulação Cultural, a banda se apresentou em diversos lugares como Matilde, Santa Teresa e no Hospital Estadual de Atenção Clinica (HEAC), o antigo Adalto Botelho, em Cariacica.  “Nosso projeto de circulação envolveu shows em lugares inusitados, que têm uma demanda maior de arte e cultura. Não pretendemos tocar para um público que está esperando apenas ser entretido”, diz Fabrício.
 
A ideia do grupo é continuar levando A Mesa para esses espaços. Já estão nos planos tocar em uma casa de repousos, lugares de detenção de crianças e escolas. Além dos shows, A Mesa também pretende gravar um EP virtual no final do ano e se preparar para o lançamento de um álbum com 12 músicas para 2015.
 
Serviço
 
A Mesa se apresenta nesta quinta-feira (19), às 20h, no Theatro Carlos Gomes. Ingressos à venda na bilheteria do teatro, por R$ 5,00.

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