A Prefeitura de Vitória abriu um espaço de acolhimento para pessoas que estão superando a situação de rua. A Casa República é um local em que os residentes se adaptam a uma rotina de casa própria, com afazeres domésticos, que incluem limpeza e arrumação.
No local, os moradores também se ocupam com tarefas, como o almoço e o jantar, enquanto procuram emprego ou fazem serviços esporádicos. Para terem o direito de ocupar a Casa República, os residentes passaram por avaliações no abrigo, no bairro Jabour, além de receberem acompanhamento especial. A equipe técnica criou com eles uma escala para os afazeres domésticos na nova casa, contemplando a limpeza e a arrumação do local, bem como as tarefas de fazer o almoço e o jantar, de forma que todos pudessem participar igualmente da rotina da casa.
A Casa República está na tipificação dos equipamentos socioassistenciais, de acordo com a Política Nacional de Assistência Social, dentro das diretrizes do Sistema Único de Assistência Social (Suas).
O local, no entanto, não pode ser considerado um abrigo para moradores em situação de rua, já que os residentes já viveram nas ruas, em abrigos do município, mas atualmente estão superando esta situação e trabalham suas autonomias financeiras e individuais com o acompanhamento da equipe da prefeitura.
Exemplo
O município de São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, é exemplo nas políticas de assistência social voltadas para pessoas em situação de rua e a dependentes químicos em situação de rua.
A abordagem no município é apontada como modelo pelo Ministério da Saúde e os resultados diminuem o risco de reincidência. O programa de São Bernardo preza pela reinserção social e no mercado de trabalho dos atendidos.
No município da região do ABC Paulista os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) funcionam 24 horas por dia; os consultórios de rua realizam abordagem humanizada; existem leitos de internação disponíveis para desintoxicação na rede municipal e em hospitais conveniados; além das casas de abrigamento transitório para aquelas pessoas que não têm moradia fixa. As repúblicas terapêuticas, abertas em janeiro de 2012 também são destaque dentre as políticas adotadas pelo município para abrigamento de pessoas com vulnerabilidade social.

