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Espírito Santo tem o maior percentual de temporários na administração estadual

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou nesta sexta-feira (15) a pesquisa de Informações Básicas Estaduais (Estadic). O estudo investigou dados das 27 unidades da Federação relativos a algumas políticas setoriais. 
 
A pesquisa traz informações sobre o perfil dos recursos humanos nas administrações estaduais, conselhos estaduais, política de direitos humanos, política de gênero, segurança alimentar e nutricional e inclusão produtiva. 
 
Segundo a pesquisa, que se baseia em dados de 2012, o Estado tem ao todo 62.177 servidores: 55.335 na administração direta (secretarias) e 6.842 na indireta (autarquias e fundações).
 
Dos funcionários da administração direta, o Estado possui o maior percentual de temporários do País: 37,9%. Atrás do Espírito Santo aparecem Paraíba (35,7%) e Pernambuco (30,9%). 
 
Com relação à formação educacional, dos 55.335 servidores da administração direta, entre estatutários, celetistas, temporários e comissionados, 7,5% têm o ensino fundamental; 35,5% o ensino médio; 28,4% têm ensino superior; e 23,6% pós-graduação. Os dados apontam um bom nível educacional do servidor capixaba no comparativo com outros estados da Federação. 
 
Na administração indireta, dos 6.842 servidores, a maioria tem ensino o médio (48,6%); 11,1% o ensino fundamental; 36% têm formação superior; e 4,5% possuem pós-graduação. 
 
Se o nível educacional no Espírito Santo é bom, embora a administração pública esteja “inchada” de temporários, no item que avaliou o potencial de instalação e funcionamento dos conselhos, o Espírito Santo se juntou a outros nove estados que possuem um número “restrito” de conselhos. 
 
A notícia positiva é que o Estado, que tem um histórico de violações de direitos no governo Hartung, mostra melhoras no governo Casagrande nesse quesito. O Espírito Santo é um dos 11 estados que possuem um plano e previsão de recursos orçamentários para financiamento de políticas de direitos humanos. 
 
Apesar do histórico de violência contra a mulher, que coloca o Espírito Santo no topo da lista entre os estados onde mais se mata mulheres no País, o governo Casagrande também tem feito investimentos nesta área. A relação de delegacias para o número de mulheres do Estado é um dos melhores do País. A média é de uma delegacia especializada para 185 mil mulheres. A melhor relação é a do Amapá, uma delegacia para 88 mil mulheres; e a pior do Distrito Federal, uma para 1.407 mil mulheres. 
 
O IBGE pretende coletar os dados este ano e divulgar uma nova pesquisa nos primeiros meses de 2014. Os pesquisadores querem que o estudo tenha periodicidade anual para que a partir do ano que vem seja possível fazer a análise comparativa dos dados. 

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