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PM acusado de assassinar mulher em Nova Almeida vai a júri popular

A juíza Gisele Souza de Oliveira, da 3ª Vara Criminal (Privativa do Júri), proferiu sentença de pronúncia contra o policial militar Carlos Magno Feu Júnior, acusado de matar a mulher Juliana de Jesus dos Santos com três tiros na frente ao filho do casal. O crime aconteceu no dia 4 de julho de 2011, em Nova Almeida, na Serra. Este é uma dos casos considerados de grande repercussão pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJES). 

 

A celeridade nesse processo faz parte da meta do Judiciário de acelerar os o julgamento de casos envolvendo violência doméstica. O assassinato de Juliana ganhou as manchetes dos jornais na época, já que Carlos Magno depois de supostamente desferir três tiros contra a mulher, teria fugido com o filho do casal. Ele se apresentou à polícia após o período do flagrante que é de 24 horas. 
 
O policial foi pronunciado por homicídio duplamente qualificado, ou seja, por motivo torpe e por ter utilizado recurso que impossibilitava a defesa da vítima. 
 
Atualmente o acusado está preso no Manicômio Judiciário, depois de ter conseguido comprovar, após o crime, que sofre de insanidade mental. A magistrada optou pela manutenção da prisão preventiva de Carlos Magno Feu Júnior, expedindo novo mandado de prisão. 
 
O casal, segundo a denúncia do Ministério Público, vivia em constante desentendimento, chegando à troca de agressões que eram registradas na Corregedoria da Polícia Militar e na Polícia Civil. Na sentença de pronúncia a magistrada detalha os momentos que levaram ao assassinato. 
 
“Ocorre que na última briga do casal, após apanhar do denunciado, a vítima resolveu sair de casa e ficar na casa de alguns parentes até que os ânimos se acalmassem. Quando retornou à residência, contou ao denunciado que havia feito outra ocorrência contra ele na Polícia Militar e iniciaram uma discussão. Ato contínuo, o denunciado pegou o revólver e atirou na vítima sem dar-lhe a menor chance de defesa”.  

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