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Semana de Direitos Humanos tem início nesta segunda-feira

Nesta segunda-feira (2) tem início a V Semana o tema “Democracia e Direitos Humanos na Contemporaneidade”. A solenidade de abertura vai ser realizada às 10 horas no Palácio Anchieta. Na ocasião serão conhecidas as ganhadoras do Concurso de Redação – Direitos Humanos na Escola 2013. Com o tema “Democratização das comunicações, redes sociais e efetivação dos direitos humanos”, o concurso é uma realização do Conselho Estadual dos Direitos Humanos (CEDH) em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Sedu) e visa levar para as escolas uma discussão sobre os direitos humanos. 
 
Na abertura da semana também vai ser entregue o Prêmio Estadual de Direitos Humanos, que tem o intuito de prestar reconhecimento a entidades e personalidades que se destacaram na luta pelos direitos humanos no Estado. Neste ano os contemplados com prêmio serão o militante Rafael Nascimento Miranda, o Feijão, e o Centro de Defesa de Direitos Humanos da Serra (CDDH-Serra). 
 
Feijão foi preso nos protestos do dia 19 de julho deste ano, em Vitória. Em 23 de agosto, durante na III Conferência Estadual de Promoção de Igualdade Racial, no Sesc Aracruz, norte do Estado, homenageado pelo coordenador do Fórum Estadual da Juventide Negra (Fejunes), Luiz Inácio Silva da Rocha, o Lula, e contou a experiência às pessoas que participavam da reunião. 
 
Na ocasião, ele compartilhou com os participantes a experiência de ser preso em meios aos protestos de rua de junho e julho. “Percebi que mais de 90% das pessoas que estavam presas eram gente do meu povo [se referindo aos negros do sistema prisional]. Essas pessoas, que também são criminalizadas, estão ali, na sua maioria, por que o Estado não promove políticas públicas para esse segmento da população: os pobres e negros”, protestou. 
 
Feijão ainda disse ao governador Renato Casagrande, que compunha a mesa do evento, que o governo não conseguiu entender os protestos. “A manifestação era um pedido para construir um Estado mais democrático e justo. O senhor não conseguiu perceber isso. O senhor simplesmente mandou a BME pra cima da gente”, disse a Casagrande, exibindo o alvará de prisão que o obrigado a carregar no bolso.
 
Antes de encerrar sua manifestação, o militante fez um pedido ao governador: “Gostaria que quando o senhor colocar a cabeça no travesseiro, pense no que quer para o nosso Estado”. 
 
As críticas do militante do Centro de Defesa de Direitos Humanos da Serra duraram mais dez minutos. Feijão foi ovacionado pelos presentes.

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