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DER-ES formaliza contrato com vencedores de nova licitação para radares

O Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER-ES) formalizou nesta quarta-feira (19) a contratação do consórcio paranaense Velsis x Suprema, que venceu a licitação para a prestação dos serviços de fiscalização eletrônica em vias estaduais. De acordo com o Contrato nº 016/2014, publicado no Diário Oficial do Estado, as empresas vão receber R$ 9,17 milhões para a instalação de até 225 radares em trechos de rodovias estaduais. A expectativa da autarquia é de que os primeiros equipamentos da nova contratada comecem a ser instalados até abril.

Segundo informações da assessoria do DER-ES, a previsão é de que os radares do consórcio paranaense, que também venceu o lote com a instalação e operação dos equipamentos nos corredores metropolitanos da Grande Vitória, estejam em funcionamento neste primeiro semestre de 2014. O total de gastos com a instalação, operação e manutenção de até 449 equipamentos em todo Estado chega a R$ 16,12 milhões por ano. O vínculo tem vigência de 12 meses.

A licitação para a contratação dos serviços foi marcada por uma série de polêmicas, chegando a ser suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). O consórcio liderado pela atual detentora do contrato, a também paranaense Perkons SA, chegou a entrar na Justiça contra o resultado da Concorrência Pública nº 034/2013, porém, o resultado final acabou sendo mantido.

Nos bastidores, a contratação da nova empresa tenta apagar as suspeitas em torno da contratação da Perkons, responsável pelos serviços de radares por mais de uma década no Espírito Santo. A empresa chegou a ser ligado a uma suposta “máfia dos radares” no sul do País, denunciada em reportagem do programa dominical Fantástico, da Rede Globo. Durante a repercussão do caso, a Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa investigou a empresa, que teve de cancelar mais de mil multas aplicadas por um radar instalado próximo ao município de Domingos Martins, na região serrana

Na ocasião, os parlamentares recomendaram ao governo estadual que não renovasse o contrato com a empresa, o último deles firmado em 2007. No entanto, o vínculo acabou recebendo aditivos posteriores, chegando ao valor total de R$ 44 milhões nestes últimos sete anos. Atualmente, a Perkons é mantida graças a um contrato emergencial, firmado no início das polêmicas na atual licitação. O acordo tem vigor até a assinatura dos novos contratos, que deve ser concluída até o final de março.

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