O Ministério Público Estadual anunciou nessa terça-feira (1) que vai recorrer da decisão do júri popular do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, que absolveu, à unanimidade, o ex-policial civil e empresário Carlos Luiz Andrade Baptista, o Calú, do mando do crime que tirou a vida do magistrado em março de 2003, em Vila Velha.
A apelação deve ser protocolada no Tribunal de Justiça do Espírito Santo até esta sexta-feira (4), quando expira o prazo de cinco dias para a Promotoria recorrer.
Após protocolar a apelação, a Promotoria tem mais oito dias para apresentar à Justiça as razões recursais que embasarão o pedido para anulação da absolvição de Calú.
Depois de sete dias de julgamento, o júri popular do Caso Alexandre chegou a um veredito na madrugada da última segunda-feira (31).
Calú foi absolvido à unanimidade pelos jurados. Já o coronel Walter Gomes Ferreira foi condenado a 23 anos de reclusão em regime fechado. Ele irá recorrer da decisão em liberdade.
A decisão do júri que condenou Ferreira foi apertada: quatro jurados votaram pela condenação de Ferreira e três pela absolvição. O coronel foi condenado a 19 anos por homicídio triplamente qualificado. A pena foi agravada em mais quatro anos por formação de quadrilha, totalizando 23 anos de reclusão em regime fechado.

