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Renúncia de Quinta pode mudar rumos da Lee Oswald

A renúncia do prefeito cassado de Presidente Kennedy (litoral sul do Estado), Reginaldo Quinta (PTB), à disputa pela reeleição ao cargo, deve provocar mudanças no julgamento da ação penal da Operação Lee Oswald. Com a perda do foro privilegiado dos prefeitos envolvidos – além de Quinta, o prefeito afastado de Fundão, Marcos Fernando Moraes (PDT) também foi denunciado –, o processamento da ação deverá acontecer no juízo de primeiro grau.  

A descida dos autos poderá atrapalhar a implicação de novas autoridades ao escândalo, apontado pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Pedro Valls Feu Rosa, como um dos maiores episódios de corrupção da história do Espírito Santo. Na comarca de Presidente Kennedy, o caso passará a ser investigado pela promotoria local, que sofre com a falta de estrutura em relação aos demais municípios capixabas. 

Mesmo com o recebimento do sinal verde da Justiça Eleitoral, o prefeito cassado surpreendeu ao colocar a sobrinha, Amanda Quinta Rangel (PTB), em seu lugar na chapa. Entretanto, a possibilidade da decretação da inelegibilidade do ex-prefeito na fase de diplomação, caso fosse eleito, fez com que o petebista abrisse mão da disputa, mesmo com o favoritismo no pleito. 

A escolha de Amanda Quinta também pode ser considerada como uma terceira via, já que o próprio ex-prefeito havia sinalizado que poderia escolher uma outra sobrinha para sucedê-lo. Geovana Quinta Costalonga, ex-secretária do município, também aparece nas investigações da Lee Oswald. 

No caso do outro prefeito que consta nos autos da operação, o pedetista Marcos Moraes está afastado do cargo e não vai participar da disputa neste ano.

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