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‘Quero crer que essa decisão do partido não foi uma retaliação’

Vereador Aylton Dadalto reage à substituição na CCJ da Câmara de Vitória

Will Morais/CMV

O vereador Aylton Dadalto (Republicanos) foi às redes sociais nessa quinta-feira (16) para reagir à solicitação de sua destituição da Comissão de Constituição, Justiça, Serviço Público, Redação e Fiscalização de Leis (CCJ) da Câmara de Vitória. Em vídeo, ela afirma que ficou “surpreso” e “chateado”, exaltando o trabalho desempenhado até então.

“Quero crer que essa decisão do partido [Republicanos] não foi uma retaliação ao meu movimento de independência, de não aceitar a alteração da eleição que está proposta no regimento da Câmara Municipal, que será agora em agosto para presidente da Câmara. Eu quero crer também que não é uma retaliação aos meus posicionamentos, que em nenhum momento foram contrários aos princípios do meu partido”, destaca.

Aylton Dadalto será substituído por Davi Esmael, colega do Republicanos. A troca se dá em meio ao conflito por causa da data da eleição para a Mesa Diretora da Câmara, que formou dos grupos internos, e ganhou novos capítulos nesta semana. No ofício em que pede a substituição, protocolado no mesmo dia do vídeo de Dadalto, o vereador Luiz Emanuel, líder do Republicanos na Câmara de Vitória e presidente da comissão, justificou dizendo que a medida “tem por objetivo atualizar a composição da CCJ de acordo com as deliberações internas do partido e garantir a devida representatividade da bancada”.

Não é de hoje que Aylton Dadalto e a base governista na Câmara de Vitória deixaram de “falar a mesma língua”. Em junho do ano passado, Aylton e Leonardo Monjardim (Novo), líder do governo na Casa, protagonizaram um bate-boca no plenário por causa de uma sessão de homenagens direcionada à advocacia trabalhista.

O afastamento se acentuou nas últimas semanas. Aylton Dadalto integra o “G16”, grupo de vereadores que lutam pela manutenção da eleição da Mesa Diretora em agosto, e tem como candidato à Presidência, Dalto Neves (SD). Já a base governista, sob a batuta do agora ex-prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), quer mudar o Regimento Interno para permitir que o pleito para alteração da composição da Mesa aconteça apenas depois das eleições gerais de outubro.

Em discurso na Câmara na semana passada, Luiz Emanuel disse, mais uma vez, que o movimento do G16 atende a “forças externas”, mas sem citar nomes, e apontou ainda a “dissimulação” e falta da “verdade” dos vereadores. A fala se deu em reação a pronunciamento anterior de Dalto Neves (SD).

Se Luiz Emanuel deixou de falar em nomes específico, Aylton Dadalto foi à tribuna mencionar alguns. Citou o presidente da Assembleia Legislativa (Ales), Marcelo Santos (União), garantindo que “nunca, em momento algum, chegou para esse vereador para influenciar”, assim como o governador Ricardo Ferraço (MDB), e “muito menos, [a prefeita] Cris Samorini [PP]”. Enfatizou que desde 2014 a eleição é em agosto, e que “reestabelecer a verdade é necessário”.

Aylton Dadalto também tem sinalizado que pretende apoiar a reeleição de Ricardo Ferraço (MDB) a governador, que provavelmente disputará contra Lorenzo Pazolini, que renunciou ao cargo de prefeito no início do mês justamente para se habilitar para o pleito.

Esses movimentos, portanto, afastam Aylton Dadalto cada vez mais da base governista. A alteração na composição da CCJ não precisa ser deliberada no plenário, basta o presidente do Legislativo referendar a decisão, o que deverá ocorrer nos próximos dias.

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