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Entidade cobra do governador que não licencie usina da Vale

O Movimento  Pó Preto cobra uma posição do governador Renato Casagrande em relação ao aumento de 46% de poeira sedimentável em Vitória: quer que a Licença de Operação (LO) da 8° usina de pelotização da Vale não seja concedida. A entidade contesta a deliberação da licença, considerando o aumento da poluição do ar em Vitória, de 2009 a este ano.  

 
Conhecido por fomentar o debate sobre a qualidade do ar em Vitória, o movimento informou que está cansado de aguardar respostas do Ministério Público Estadual (MPES) e da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Seama)/Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema).
 
No início deste ano, o mesmo pedido foi feito à Seama/Iema, no ofício Nº 138-2012/GS-Sema, sem sucesso. Na ocasião, a entidade ressaltou a posição da ex-diretora técnica do órgão Sueli Tonini. Ela afirmou que com as condições do ar na cidade não seria possível adicionar mais nenhuma miligrama de poluente e cobrou a não emissão da Licença de Operação para a 8° usina de pelotização da Vale.
 
Segundo Eraylton Moreschi, do Movimento Pó Preto, em abril passado, a entidade reforçou a cobrança e procurou o Ministério Público Estadual (MPES), mas também não obteve resposta até agora.  O órgão foi cobrado no pedido de providências n°13384/2012, protocolado no dia 13 daquele mês, que também reivindicava a não liberação da LO para a nova usina da mineradora.
 
Desde a implantação das telas Wind Fence pela Vale no ano passado, o Iema vinha garantindo a eficácia do equipamento em conter a poluição, mas após os dados divulgados, a população que já apontava o aumento de sujeira gerada pela poluição atmosférica, está ainda mais insatisfeita com a atuação das empresas na Ponta de Tubarão. Para elas, o Iema deveria fiscalizar as empresas poluidoras instaladas na cidade.
 
???O cidadão capixaba e em especial o da região da Grande Vitória solicita sua intervenção imediata, determinando à secretária Estadual de Meio Ambiente, Patrícia Salomão, a não liberação da LO da 8ª Usina de Pelotização da Vale???, diz a mensagem encaminhada ao governador do Estado.
 
O pedido aponta que a cidade enfrenta elevados números de poluição, que determinaram o  aumento significativo das doenças respiratórias, conforme informações fornecidas em discursos realizados na Câmara dos Deputados, pelo socialista Audifax Barcelos, companheiro de partido de Renato Casagrande, e agora prefeito eleito da Serra.
 
O movimento diz ainda que a determinação de não emitir a LO para o funcionamento da 8° usina da Vale deverá valer até que haja novos padrões de qualidade do ar para a cidade, conforme trabalhos realizados pelo Grupo de Trabalho Respira Vitória. E até que a Vale apresente garantias técnicas de que as emissões da nova usina não terão impacto nesses novos padrões.
 
Eraylton Moreschi é também representante da Associações dos Moradores e Movimentos Populares do Estado (Famopes), da Família de Assistência e Socorro ao Meio Ambiente  (Fasma) e da Associação dos Amigos da Praia de Camburi (AAPC), no GT Respira Vitória, que estuda novos padrões para as emissões atmosféricas na Capital do Estado. 

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