O Projeto de Lei 7.437/2010, que cria o Instituto Nacional da Mata Atlântica, entre outros órgãos, foi aprovado na última quarta-feira (12) na Comissão de Finanças e Tributo da Câmara dos Deputados. O parecer favorável do relator, o deputado federal Carlos Manato (PDT), foi aprovado por unanimidade.
Agora, o PL segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). A Associação de Amigos do Museu de Biologia Mello Leitão (Sambio), grande defensora do projeto, cobra apoio do deputado capixaba César Colnago (PSDB), membro da comissão, e defende que ele solicite a relatoria na CCJC.
O PL já havia sido aprovado nas comissões da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional (CAINDR), e Ciência e Tecnologia (CCTCI) e de Trabalho e Administração (CTASP).
A criação do instituto se dará pela transferência do Museu de Biologia Mello Leitão, localizado em Santa Teresa, para o Ministério da Ciência e Tecnologia, o que lhe trará mais recursos, hoje escassos. O museu se encontra desestruturado e a sua transformação em instituto é a esperança de dias melhores para seus servidores.
Além do Instituto Nacional da Mata Atlântica, o projeto cria o Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste, o Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal e o Instituto Nacional das Águas.
O Museu Mello Leitão foi criado em 1949 pelo naturalista Augusto Ruschi (1915-1986) e é uma das principais instituições ligadas ao patrimônio natural do País. Em Santa Teresa, ele controla as estações biológicas de Santa Lúcia e Caixa D'água. Mesmo com restrições orçamentárias e carência de recursos humanos, o museu é considerado referência nacional e internacional no apoio à pesquisa e conservação da Mata Atlântica.

