Em meio à confusão criada com a mudança no número de parlamentares na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, o encontro do governador Renato Casagrande (PSB) com o presidenciável Aécio Neves (PSDB) ajudou a complicar ainda mais o cenário. Aécio e o presidenciável socialista, Eduardo Campos, alinhavaram uma aliança no Espírito Santo no início do mês.
Com o lançamento da candidatura do ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas ao Senado, com a presença de lideranças do PSB, a impressão nos meios políticos era de que o acordo estava caminhando para uma definição, mas o governador Renato Casagrande voltou do encontro com Aécio Neves nessa terça-feira, ainda sem qualquer decisão.
Por outro lado, a tentativa de aproximação com o palanque de Paulo Hartung (PMDB) ainda tem defensores no ninho tucano, sobretudo o presidente da sigla no Estado, deputado federal Cesar Colnago, a quem Aécio delegou a função de fechar os acordos eleitorais no Estado.
Casagrande oferece aos tucanos o apoio em caso de segundo turno entre Dilma e Aécio na disputa presidencial. Para a composição interna, o governador também promete acomodar o partido em chapas proporcionais que garantam a competitividade da legenda.
Mas garantir a competitividade do partido não garante necessariamente a reeleição de Colnago, e por isso a negociação estaria sendo protelada. Nos meios políticos, a impressão das lideranças é de que o ex-prefeito de Vila Velha, Max Filho estaria em melhores condições eleitorais que o presidente do partido, por isso, dependendo da chapa, o ninho tucano que só deve eleger um, daria a vaga a Max Filho e não a Colnago. Com a redução das vagas, a acomodação de uma vaga na bancada fica ainda mais complicada.

