Dos 13 integrantes da bancada federal capixaba, apenas dois são aliados da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT): os deputados federais Helder Salomão e Givaldo Vieira. O ex-prefeito da Serra, Sérgio Vidigal, também foi eleito pela coligação com o PT, mas em nível majoritário, o PDT apoiou a candidatura de Paulo Hartung (PMDB), que, por sua vez apoiou a candidatura de Aécio Neves (PSDB).
O PMDB que tem o vice-presidente reeleito Michel Temer elegeu o deputado Lelo Coimbra, mas ele também estava no palanque de Aécio, assim como os dois senadores do partido. Rose de Freitas, eleita em 5 de outubro, chegou também a declarar apoio a Aécio Neves. Ricardo Ferraço foi o coordenador da campanha do tucano no Estado e um crítico ferrenho do governo Dilma. Magno Malta (PR), que fecha a trinca de senadores capixabas, passou de aliado a um dos mais mordazes críticos da presidente.
Embora o PR de Malta estivesse coligado em nível nacional com o PT de Dilma, o senador rompeu com a presidente e no segundo turno assumiu o palanque tucano.
Os demais deputados federais do Estado foram eleitos por outros palanques. Max Filho é do PSDB e também fez campanha para Aécio Neves. Carlos Manato (SD) e Jorge Silva (Pros) estavam no palanque de Hartung.
O restante dos deputados federais foram eleitos no palanque de Renato Casagrande. O governador, que no primeiro turno fez campanha para o PSB, primeiro com o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos e em seguida para Marina Silva, declarou apoio a Aécio no segundo turno.
O pouco apoio na bancada capixaba, porém, não é problema para Dilma no Congresso Nacional, já que o Estado tem uma das menores bancadas do País. O PT elegeu 70 deputados federais e terá novamente a maior bancada da Câmara dos Deputados no ano que vem, após a posse dos eleitos. Em segundo lugar, vem o PMDB, com 66 deputados.
No Senado, o PMDB elegeu cinco senadores e terá 19 cadeiras. O PT tinha 14 cadeiras e agora terá 13 e o PSDB terá 10. PDT. PSB e DEM conseguiram eleger três senadores cada um.

