A Associação Comunitária de Jardim Camburi (ACJC) teve de cancelar a assembleia de moradores que seria realizada na noite desta quarta-feira (23). Sem a assinatura do presidente da associação, Anael Parente, no ofício enviado à direção da Escola Alzira Vivacqua dos Santos, o local não foi liberado para o encontro.
No edital de cancelamento publicado pela entidade e com a assinatura de toda a diretoria, exceto do presidente, os membros da entidade explicam que a quadra da escola para a realização do evento foi solicitada desde o dia 18 passado, mas a diretora da escola afirmou que a liberação só se daria com a assinatura do presidente no ofício.
O problema é que Parente se recusou a assinar o documento. Ainda segundo o informe da associação, não há mais tempo suficiente de cinco dias para publicar novo edital mudando o local da assembleia, já que o processo tem prazo até sábado (26) para ser deflagrado, conforme o Estatuto da entidade.
Nos bastidores, o comentário é de que essa teria sido uma manobra de Parente para evitar a deflagração do processo e a eleição da comissão eleitoral. No último dia 17, o grupo de Parente, que é ligado ao vereador Fabrício Gandini (PPS), teria tentado burlar as regras da eleição, levando para a assembleia pessoas que não seriam moradoras do bairro. Havia denúncias ainda de que os votantes da reunião teriam recebido uma lista de nomes para compor a comissão eleitoral.
Uma nova assembleia foi convocada porque a primeira, da última quinta-feira (17), terminou em confusão, sem a deliberação sobre as comissão eleitoral, nem a marcação do dia e local da votação para a eleição da nova diretoria que comandaria a associação de 2016 a 2019.

