Caso se confirme a movimentação dos grandes partidos de montar uma chapa “cabeça sem corpo”, com as siglas que têm nomes fortes à Câmara, mas sem outros nomes intermediários para dar sustentação à chapa, o PMDB pode mudar sua estratégia na estadual. O partido no grupo, ao lado de PT, PSB e PDT e juntos podem conseguir eleger mais da metade da bancada.
Por isso, a bancada do partido na Assembleia estuda tirar um de seus sete parlamentares da disputa estadual para aliviar a chapa. O primeiro nome pensado foi segunda secretária da Mesa Diretora, Solange Lube, mas a densidade eleitoral da deputada, concentrada em Viana, não daria suporte pra uma eleição federal, embora tenha a marca de ter sido prefeita do município.
Os deputados conversam hoje sobre a possibilidade de inflar a candidatura do deputado Marcelo Santos. Para os interlocutores do grupo, o nome do deputado teria mais musculatura neste contexto com os grandes partidos. O deputado federal Lelo Coimbra deve disputar a reeleição, mas estaria mais enfraquecido do que em 2010.
Isto porque naquela eleição, Lelo contou com o apoio do então governador Paulo Hartung como seu principal cabo eleitoral. Este ano, Hartung não teria mais os mecanismos que dispunha em 2010 para ajudar na eleição do deputado.
Já Marcelo Santos, com o enfrentamento dentro do PMDB ao domínio do grupo de Hartung teria se fortalecido internamente. Além disso, a disputa recente à prefeitura de Cariacica também lhe daria capilaridade para a disputa. Outro fator que favorece Marcelo Santos na disputa de federal é o fato de ele ter herdado algumas bases do ex-deputado Sérgio Borges, que deixou a Casa para assumir o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

