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Bruno Lamas renuncia à CPI do Pó Preto e Mesa vai definir substituto

A disputa pela corregedoria da Assembleia deixou a polêmica sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Pó Preto. Mas o deputado Bruno Lamas(PSB) ainda teve tempo, no final da sessão desta terça-feira (24), de anunciar sua renúncia à vaga na CPI. O socialista sugeriu ainda a inclusão do deputado Gilsinho Lopes (PR) em seu lugar no grupo de trabalho, mas a definição será da Mesa Diretora da Assembleia. 
 
Com a dissolução do “blocão” parlamentar na sessão desta terça (24), a vaga seria do deputado Freitas (PSB), do mesmo partido de Lamas, mas ele também teria aberto mão da vaga para acomodar Gilsinho.
 
Lamas também destacou o fato de o requerimento do deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) de aumentar o número de vagas na comissão de cinco para sete vagas não ser possível, por isso estava indicando o nome de Gilsinho. 
 
A proposta de Enivaldo não pode ser aceita porque a CPI já foi instalada na Casa. Essa, aliás, foi uma manobra dos membros da Comissão de Meio Ambiente para evitar que o requerimento de Enivaldo mexesse na composição do grupo investigativo. A instalação dos trabalhos foi antecipada para essa segunda-feira (23). Mas um acordo com o deputado Bruno Lamas teria colocado fim à celeuma. 
 
Rodrigo Coelho (PT), coordenador do “blocão” desfeito na tarde desta terça-feira, havia se comprometido a colocar Gilsinho na CPI, mas, para isso, um membro da Comissão de Meio Ambiente teria que desistir da vaga. Lamas, na reunião da CPI, requereu a relatoria dos trabalhos, que foi concedida a Dary Pagung (PRP). Isso serviu de justificativa para a entrega da vaga. 
 
Na sessão desta terça-feira, Bruno Lamas disse que abriu mão da vaga para acomodar Gilsinho Lopes em respeito ao trabalho do deputado em tentar emplacar, desde 2013, a investigação sobre a poluição atmosférica na Grande Vitória. 

Mas a acomodação de Gilsinho na Comissao não será fácil. Assim que acabou a sessão ordinária desta terça-feira, os membros da CPI fizeram uma reunião extraordinária e o presidente da CPI, deputado Rafael Favatto (PEN), adiantou que haveria dificuldade para a substituição de Lamas por Gilsinho. Ele afirmou que o Regimento Interno não permite a troca dessa forma. 
 
“A decisão vai voltar à Mesa Diretora e vai responder pela proporcionalidade dos partidos. O Gilsinho só tem um deputado no partido dele, então, provavelmente, [a vaga] vai cair para o PMDB e aí nós vamos perder a oportunidade de ter o deputado Gilsinho na comissão”, disse o deputado Favatto sem ficar vermelho.
 
 
 

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