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Campanha do PSB é ???pororoca da esperança???, diz Marina Silva

Fotos: Leonardo Sá

A candidata a presidente pelo PSB, Marina Silva, chegou ao Estado na tarde desta quinta-feira (18), para gravar programa eleitoral e participar de um ato público no Álvares Cabral, em Vitória. As visitas da candidata e do vice, Beto Albuquerque, serviram para alinhar as campanhas de Renato Casagrande ao governo com a de Marina à Presidência. Ela disse que a campanha está animada, “ uma verdadeira pororoca de esperança”, se referindo à onda formada pelo encontro dos rios com o oceano na Amazônia. 

 
Na coletiva de imprensa e em seu discurso para a militância, a candidata fez questão de mostrar o alinhamento e conhecimento da agenda política do Estado, principalmente na questão da segurança. Marina afirmou que conhece a dificuldade do governo capixaba para enfrentar o problema, mas que Casagrande só conseguirá reduzir os índices de criminalidade com a ajuda do governo federal. 

 

A ex-senadora afirmou que há um compromisso de ação integrada entre governo federal e estadual para implementar políticas de combate à violência no Estado. A educação em tempo integral, segundo a presidenciável, é uma das alternativas na construção de uma nova realidade social. Destacou as 16 escolas implantadas por Casagrande e prometeu ampliação do programa, no sentido de criar oportunidade para os jovens. Marina também falou sobre infraestrutura e prometeu ajuda em obras de construção de ferrovias, estradas e portos, áreas em que o Estado apresenta um déficit, como apontou. 

“É com esse espírito que retorno para dizer que, juntos, eu e Beto queremos uma parceria com o governador Casagrande para dar continuidade ao que deu certo”, disse.

 

 
Sobre a questão da redistribuição dos royalties do petróleo, Marina afirmou que pretende honrar os contratos. Ela garantiu que os contratos anteriores serão mantidos e o que foi aprovado no Congresso Nacional vai depender da decisão da Justiça. O caso está sendo analisado no Supremo Tribunal Federal (STF). 
 
Já em relação à perda dos recursos do Fundo de Participação das Atividades Portuárias (Fundap), a presidenciável afirmou que o governador Renato  Casagrande tem apresentado esse problema em nível nacional e que o grupo discute a questão. ”Determinadas receitas não podem ser subtraídas dos Estados e estamos estudando formas de recompor esse prejuízo”, garantiu.

Tudo isso faz parte da agenda estratégica do Estado, disse a presidenciável, garantindo uma ação integrada do governo federal com o governo estadual, dentro do tripé socioambiental para a retomada do crescimento no Espírito Santo que, segundo ela, há décadas não foram resolvidos nem pelo PSDB e nem pelo PT. 

 
Sobre as críticas às suas posturas políticas, Marina Silva pontuou estar focada na apresentação de propostas, como o passe livre para os estudantes da rede pública, a aplicação dos 10% do PIB na saúde, e a antecipação para quatro anos da meta de educação de tempo integral. “Se fizemos essa escolha, é porque não queremos participar da velha política, que tenta fugir dos problemas com ofensas pessoais. Não faço parte dessa geração de políticos, vou continuar debatendo os problemas do Brasil”, avisou.
 
Marina atribuiu as críticas ao desespero dos adversários, inclusive, afirmou que os cabos eleitorais da presidente Dilma podem perder espaço político. “Estamos animados, uma verdadeira 'pororoca da esperança' para vencer a eleição. Queremos o debate e não o embate”.
 
Marina Silva falou muito em plano de governo e cobrou a apresentação das propostas de seus adversários. Destacou que o partido tem um plano de governo feito em parceria com a sociedade, por meio de uma plataforma na internet, cinco seminários nacionais e seminários temáticos. “Quem acha que vai assinar um plano de governo sozinho, faz política para as pessoas, e não com as pessoas”, disparou.

De acordo com a presidenciável, quando a sociedade não é convidada a participar da elaboração e implantação dos projetos, acontecem questões como o escândalo na Petrobras, assunto que foi lembrado por Marina diversas vezes durante o ato público. 

 
“Gostaria de conhecer o que pensa Dilma sobre a inflação, juros altos e corrupção. A mesma coisa o governador Aécio Neves [PSDB], que fala muito de programa, mas não tem um programa para apresentar ”. 
 
Após a coletiva, os candidatos seguiram para o ato público e não faltaram alfinetadas aos adversários. O candidato ao Senado, Neucimar Fraga (PV), ressaltou que quem vota em Marina não pode votar no candidato do PT ao Senado – João Coser -, pois ele fará oposição ao governo, nem na candidata do PMDB – Rose de Freitas -, que é da “turma do Renan Calheiros”, que vai chantagear Marina. 
 
O governador Renato Casagrande, em seu discurso, se ateve à busca de alinhamento com a política nacional, mostrando aproximação com a presidenciável, mas não deixou de disparar contra seu principal adversário, Paulo Hartung (PMDB). Disse que é um governante horizontal. “Não sou todo poderoso. A cadeira de governador não é um trono”, disparou, ressaltando que em seu governo não há privilégios e nem desvios. O governador pediu ajuda de Marina, caso eleita, para o segundo mandato. Ao final, convocou a militância para fortalecer a campanha nesta reta final. 

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