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Candidatos proporcionais do PMDB e PSB tiveram maior votação nominal

Além de protagonizarem a principal disputa ao governo do Estado, o PMDB e o PSB tiveram a maior votação nominal entre os candidatos proporcionais. No pleito deste ano, os candidatos a deputado estadual e federal de cada sigla registraram quase 400 mil votos. Na disputa pelas vagas na Assembleia Legislativa, o PMDB liderou a votação nominal com 241.295 votos, impulsionado pela atual maior bancada da Casa com seis candidatos à reeleição. Já o PSB teve o melhor desempenho entre os postulantes a uma vaga na Câmara Federal, que registraram 254.662 votos.

Mesmo com essa quantidade de votos, os dois partidos não podem ser considerados os grandes vencedores do pleito. Na próxima legislatura, o PMDB terá apenas três representantes na Assembleia e apenas uma cadeira ante as três atuais na Câmara Federal. Já os socialistas tiveram que se contentar com a reeleição do deputado federal Paulo Foletto, apesar da expressiva votação do deputado estadual e ex-secretário de Esportes, Vandinho Leite, que foi o quinto mais bem votado com 86.506 sufrágios, mas viu candidatos com quase metade dos votos serem eleitos por conta da coligação.

Entre os candidatos a deputado estadual, o PRP foi a segunda sigla com maior número de votos nominais com 163.295 votos. Esse resultado confirmou as previsões dos meios políticos, que colocavam a coligação do partido como uma das mais competitividades. Em 2010, o PRP elegeu dois deputados: Dary Pagung e Henrique Vargas, que hoje é prefeito de São Gabriel da Palha (região noroeste). Neste pleito, além da reeleição de Dary, o partido elegeu o médico Hudson Leal e o auditor fiscal da Prefeitura de Cariacica, Almir Vieira.

Na sequência da lista, figuram partidos tradicionais, como: PT (152.174 votos); PSB (126.509), DEM (118.012); PDT (117.839); PSDB (115.723); e PPS (106.227 votos). Deste grupo, somente o PT conseguiu a eleição de três parlamentares, o restante conseguiu duas cadeiras. Mesmo número de cadeiras obtidas pelo PP com a eleição do ex-deputado Cacau Lorenzoni e do vereador de Aracruz, Erick Musso, que juntos responderam por 31.530 dos 52.202 votos da sigla.

Na lista de partidos que elegeram um deputado estadual aparecem: SD (72.594 votos); PSD (61.155); PV (52.688); PR (52.130); PTC (31.092); PEN (28.599); PRTB (24.441); e PMN (21.999). O bom desempenho das siglas não significa necessariamente a garantia de uma vaga. Por exemplo, quatro siglas tiveram um desempenho melhor, mas acabaram ficando sem representação: PRB (39.952); PC do B (33.466); PT do B (25.550); e PTN (24.036).

Entre os candidatos a deputado federal, o PSB foi seguido pelo PDT, que recebeu 204.378 votos nominais. Deste total, o ex-prefeito da Serra, Sérgio Vidigal foi responsável por 161.744 votos, equivalente a 79,13% do partido. Logo depois, a lista dos partidos mais votados tem: o PT com 199.776 votos, que elegeu dois congressistas (o ex-prefeito de Cariacica, Helder Salomão, e o atual vice-governador Givaldo Vieira); e o PSDB, com 191.622 votos, que acabou mantendo a atual representação na Câmara Federal com a eleição do ex-prefeito de Vila Velha, Max Filho.

A quarta sigla mais bem votada foi o DEM, que registrou 155.116 votos, mas acabou não elegendo nenhum candidato. O mau desempenho pode ser associado à legenda, já que os demistas tiveram

quatro candidatos no grupo dos 25 mais bem votados: a ex-prefeita da Itapemirim, Norma Ayub, com 64.969 votos; o ex-vereador de Vila Velha, Reginaldo Loureiro, 34.092; o ex-prefeito de Santa Teresa, Gilson Amaro, 24.279; e o militar aposentado Alexandre Martins, com 23.565 sufrágios. Somadas as quatro votações, o resultado representa quase 95% dos votos nominais do partido.

A lista das legendas mais bem votadas na eleição para deputado federal inclui: o PMDB (153.637 votos); PRB (80.332); PROS (69.880); SD (69.381); PV (65.141); e PP (55.280). Neste grupo, somente o PRB não elegeu um parlamentar, mesmo tendo os dois primeiros suplentes da coligação: o vereador de Vitória, Devanir Ferreira, que obteve 36.174 votos, e do ex-deputado federal, Capitão Assumção, com 36.032 sufrágios.

Votos de legenda

Em relação aos votos de legenda, quando o eleitor vota no partido, ao invés de escolher um candidato, as siglas tradicionais foram as mais lembradas no domingo. O PMDB recebeu 49.109 votos de legenda, sendo 32.824 na eleição para deputado federal e 16.285 para deputado estadual. O PT ficou na segunda colocação, com 43.224 votos totais de legenda (20.336 para federal e 22.888 para estadual). Em seguida, aparecem o PSB (com total de 28.857 votos de legenda) e o PSDB (23.677 sufrágios).

No caso desses partidos, o voto de legenda é apontado como natural, uma vez que todas as siglas tinham candidatos em disputas majoritárias. O que não é o caso da próxima sigla mais votado, o PDT – que não disputou a corrida presidencial, tampouco a disputa pelo Palácio Anchieta. O partido teve 20.478 votos, repetindo o fenômeno que já ocorreu nas últimas eleições, quando a sigla registrou bons desempenhos no “voto para o partido”.

Na sequência da lista figuram os partidos: PV (17.851 votos de legenda); PP (14.176); DEM         (10.087); PRP (7.737); PPS (7.694); PR (5.453); PRB (5.435); PSOL (4.772); SD (4.139); PTB (4.072); PSD (3.288); PSC (3.084); PROS (2.736); PMN (2.388); PC do B (1.849); PHS (1.826); PTC (1.742); PCB (1.454); PEN (1.373); PTN (1.316); PT do B (1.299); PSL (1.161); PSTU (1.046); PRTB (928); PPL (908); e PSDC (597).

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