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Candidatos trocam farpas em debate para a vaga ao Senado

Muitas provocações e críticas marcaram o primeiro debate entre os candidatos ao Senado, na manhã desta terça-feira (19) pela Rádio CBN-Vitória. Quatro dos cinco candidatos ao cargo foram convidados para o debate, o candidato do PSTU Raphael Furtado não foi convidado porque a legislação permite que o veículo inclua apenas os candidatos de partidos representados no Congresso Nacional. 
 
O debate refletiu o acirramento que se coloca para a disputa da única vaga deste ano. As tentativas se concentram mais em desconstruir a imagem dos adversários do que apresentar propostas para a eleição. 
 
Neucimar Fraga (PV) e João Coser (PT), respectivamente ex-prefeitos de Vila Velha e Vitória, buscaram destacar os trabalhos apresentados em suas gestões. Foram criticados pelos problemas nas prefeituras e reagiram. Já a deputada federal Rose de Freitas (PMDB) também não escapou de críticas aos seus seis mandatos na Câmara. 
 
Coser foi questionado por André Moreira, sobre fidelidade partidária. O candidato do Psol quis saber por que o petista, mesmo com candidato ao governo (Roberto Carlos), tem sido visto no palanque do candidato ao governo Paulo Hartung (PMDB). O ex-prefeito tergiversou sobre sua trajetória no PT, mas não conseguiu explicar a “aliança clandestina” com Hartung.
 
Neucimar Fraga foi um dos alvos favoritos da deputada federal Rose de Freitas. Ela criticou perda de recursos na gestão do prefeito, mas ele soube se livrar das criticas, respondeu listando obras e bem-feitorias na cidade. Neucimar errou ao escolher André Moreira para falar sobre o fim do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap). Neucimar supôs que Moreira defenderia o fim do recurso federal, que na verdade beneficiava uma parcela muito específica da população, os empresários da área de exportação, mas o candidato do Psol se disse favorável ao fim do benefício.
 
Rose foi criticada pelo perfil desempenhado no Congresso. Isso porque a deputada, segundo seus adversários, não defende projetos que beneficiem o Estado e sim busque recursos para seus aliados diretamente com as fontes do governo federal. A deputada reafirmou seu perfil municipalista que, segundo ela, ajudou a trazer muitos recursos para o Estado. 
 
As questões nacionais, mais ligadas às atribuições do Senado, só apareceram mesmo no terceiro bloco do debate com os candidatos discutindo como, no Senado, poderão discutir em pé de igualdade com os demais estados os investimentos federais no Espírito Santo. Mas as trocas de farpas seguiram até as despedidas dos candidatos. 

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