A candidatura do ex-prefeito de Colatina (noroeste do Estado) Guerino Balestrassi ao governo pelo PSDB está cada vez mais fragilizada. Na reunião da Executiva, nesta segunda-feira (19), o partido novamente discutiu a candidatura própria e a ameaça de isolamento falou mais alto para os integrantes do ninho tucano.
Uma das cobranças dos tucanos era para que Guerino retornasse ao projeto inicial de ser deputado federal para reforçar a chapa. Em 2010, o partido tinha aliança com PTB, DEM, PPS e PMN, e só conseguiu uma vaga na Câmara. Hoje a única aliança é o com o DEM e, por isso, as chances de conquistar uma ou mais cadeiras, teoricamente, seriam menores. Na estadual, o partido conversa com SDD.
O PSDB tem 44 nomes colocados para disputar a Assembleia. Na federal, as possibilidades giram em torno do já deputado federal César Colnago, do ex-prefeito de Vila Velha Max Filho e, possivelmente, com Luiz Paulo Vellozo Lucas e Guerino Balestrassi. A possibilidade de coligação é com o PSB, que daria uma chapa confortável para os tucanos. O momento é de eliminar riscos.
O partido analisa três possibilidades para a eleição deste ano: a primeira é manter a candidatura própria do PSDB, mas com a falta de apoio, o partido teria muita dificuldade em garantir uma chapa proporcional competitiva. Em uma candidatura própria, o partido também ficaria fragilizado na disputa ao Senado, já que o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Velozo Lucas, cotado para a disputa, também não entraria em um jogo pesado como o que se espera na disputa à única vaga aberta em um palanque isolado.
Outro caminho seria o de confirmar a articulação alinhavada entre os presidenciáveis da oposição Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Os dois discutiram o caso específico do Espírito Santo no último 1º de Maio, em São Paulo, e uma articulação foi feita com Renato Casagrande assumindo a candidatura do socialista e compondo com Luiz Paulo na disputa ao Senado no palanque palaciano, garantido o espaço para Aécio Neves no Estado.
A articulação se consolidaria se o presidente regional do partido, César Colnago, não freasse os movimentos do PSDB, levando a discussão para o campo nacional. Se analisada no Estado, a maioria do ninho tucano seria pela aliança com Casagrande, mas a ligação de Colnago e Balestrassi com Paulo Hartung iniciou outro movimento que coloca o ex-governador como o puxador do palanque tucano no Estado.
Em conversas com Aécio Neves sobre as possibilidades de composição entre os dois palanques, o presidenciável foi claro com as lideranças locais de que não vai exigir um “suicídio coletivo” do tucanato capixaba.