Se o tamanho da coligação ajudar a vencer a eleição, três candidatos do PSB estão com meio caminho andado. Os socialistas dominam as três maiores coligações no ranking nacional das eleições deste ano. O líder em coligações é o candidato do presidenciável Eduardo Campos, que disputa o governo de Pernambuco. Paulo Câmara conseguiu reunir 21 partidos em torno de sua candidatura. A segunda posição é do candidato de Roraima. Chico Rodrigues, que parte para a disputa com 20 partidos. Encostado no colega de Roraima, com 19 agremiações, aparece Renato Casagrande.
A diferença que separa o candidato capixaba do pernambucano e do roraimense tem nome: PMDB e PSDB. Os candidatos de Pernambuco e Roraima conseguiram superar Casagrande justamente com os apoios de tucanos e peemedebistas.
Casagrande bem quem tentou fazer o mesmo, mas não teve o sucesso dos colegas. Até os 45 do segundo tempo o governador capixaba aguardou o recuo do ex-governador Paulo Hartung, candidato do PMDB ao governo. O socialista lutou bravamente pela manutenção da unanimidade. No arranjo que o elegeu em 2010, PSB-PMDB-PT compunham o tripé de sustentação da aliança.
Não foi possível reeditar a base do tripé. O PT, como se sabe, começou a se distanciar do PSB com o anúncio da candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República. Se bem que Casagrande prometeu neutralidade na disputa presidencial para continuar aliado ao PT. O plano acabou falhando. A vontade do presidente regional do PT e candidato ao Senado, João Coser, de marchar como soldado de Hartung falou mais alto, jogando água na manutenção da aliança. As coligações PSB-PT também acabaram fracassando em outros estados.
Se os socialistas romperam com o PT, abriram diálogo com o PSDB do presidenciável Aécio Neves. No Espírito Santo, não foi diferente. Casagrande reservou a vaga de candidato a senador no seu palanque para o tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas. Mas aqui o angu encaroçou no final, e o voo do tucano acabou sendo abortado por uma decisão da nacional do PSDB, que, aliás, teve o dedo de Paulo Hartung. Resultado: Casagrande, além de ficar sem o PMDB, perdeu também o candidato ao Senado e a chance de compor com o PSDB.
O resto da história todo mundo conhece. A espera além da conta, aguardando petistas, peemedebistas e tucanos atrasou as articulações do socialista, que na última hora correu atrás de um substituto para Luiz Paulo. Naquela altura do campeonato, parecia estar fazendo um excelente negócio quando decidiu trazer o delegado Fabiano Contarato para o seu palanque. O candidato ao Senado pelo PR, um dos favoritos para vencer a disputa, acabou renunciando inesperadamente. Sem saída, Casagrande recorreu ao plano C, anunciando o ex-prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga, como candidato do Senado da megacoligação.
Outras megacoligações
Além dos recordistas do PSB, candidatos do PMDB, PT e PSDB também detêm grandes coligações. Abaixo de Casagrande, que tem 19 e é o terceiro colocado, aparece Lobão Filho (PMDB), candidato ao governo do Maranhão, com 18 partidos. Empatado com Lobão está o candidato ao governo do Ceará Camilo Santana (PT). Também com 18 aparece o candidato ao governo do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão (PMDB).

