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Casagrande eleva o tom das críticas a Hartung

O governador Renato Casagrande (PSB) elevou o tom das críticas ao seu antecessor e principal adversário nas eleições deste ano, Paulo Hartung (PMDB). Em sabatina na Rádio CBN Vitória, na manhã desta segunda-feira (11), o socialista fez menção pela primeira vez aos casos de corrupção no governo passado. Apesar de não ter mencionado nomes ou fatos específicos, Casagrande destacou os investimentos feitos em transparência em seu governo. “É o melhor remédio para combater a corrupção”, cravou.

“Estou dando essa informação à sociedade capixaba. O meu governo conquistou a honra de ser considerado o mais transparente do Brasil. As pessoas não veem denúncia de corrupção no meu governo. Minha família me honrou com esses ensinamentos para não tolerar desvios. A população que avalie, qual governo tem denúncia de corrupção?”, provocou o socialista.

Depois de aparentar certa surpresa com os ataques lançados por Hartung no debate na mesma rádio entre os candidatos, o governador demonstrou mais segurança na hora de comparar as duas gestões. “Quem produziu mais resultado em três anos e meio do que se produziu em oito de governo, precisa dar resposta quando se é atacado. Desde o início estava apenas sendo afirmativo, trabalhando para frente. Mas na hora que sofri um ataque, eu não tinha outro caminho”, justificou.

Casagrande voltou a destacar a necessidade de “quitar” o passivo social deixado pelo antecessor. “O que está em jogo são dois modelos: o anterior, concentrador de riquezas e decisões políticas; e o meu, que defende o econômico e a gestão do governo, além de dividir as decisões do governo com a sociedade sempre com diálogo e parceria”, classificou.

O governador citou os investimentos na política de enfrentamento da violência, como a contratação de quase 6 mil policiais e aquisição de 2,7 mil viaturas, além da ampliação dos gastos em outras áreas: “Lógico que tive de ampliar os gastos com custeio, mas justamente para pagar esse passivo social. Para melhorar a segurança pública, eu preciso de policiais. Quando assumimos o governo, a segurança exigia um choque de gestão para reduzir a impunidade. É lógico que eu precisava recuperar a rede física estadual de ensino, tanto que fizemos obras em 288 escolas”, comentou.

Casagrande também respondeu as críticas feitas pelo peemedebista sobre as obras herdadas pela atual administração, como os projetos do BRT e da Quarta Ponte: “Porque isso era só conversa em roda, não tinha nenhum projeto, nem concepção. As obras foram contratadas sem projeto executivo. Hoje a obra está sendo implementada. O que existia era um debate ou intenção de fazer, mas quem transformou foi o nosso governo”.

O socialista explicou que a elaboração de um projeto executivo pode chegar até três anos. “O que eu tenho de preocupação é com os órgãos de controle, deixar uma empresa quebrar por fazer uma obra sem projeto ou condenar um secretário meu a ficar exposto na Justiça pelo resto da vida por uma falta de contratação adequada, como aconteceu na área da Sejus. Não posso ser irresponsável”, concluiu.

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