Em meio à uma crise interna, o PSB nacional elegeu nesta segunda-feira (13) sua nova comissão executiva. O governador Renato Casagrande foi reeleito secretário-geral do partido e presidente da Fundação João Mangabeira, responsável pela formação política da sigla. Casagrande ao lado do novo presidente Carlos Siqueira e do vice, o governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara, vai ajudar o partido a se reerguer no jogo político nacional após as derrotas de 2014.
Além de ter perdido a presidência, com a disputa enfraquecida na reta final de Marina Silva, o partido só ganhou a eleição estadual em Pernambuco. Em 2010, venceu em seis estados.
A eleição ocorreu em meio à crise causada pelas divergências entre as lideranças socialistas sobre o apoio do partido à candidatura do tucano Aécio Neves no segundo turno.
A nova cúpula, foi eleita por unanimidade. A reunião aconteceu no Hotel Nacional, em Brasília. O encontro não contou com a presença de Roberto Amaral, atual presidente da sigla. Nesse fim de semana, Amaral publicou uma carta aberta aos militantes do PSB na qual explica por que se nega a apoiar o palanque do tucano. A deputada federal Luiza Erundina, que fez duras críticas à aliança com os tucanos, também não compareceu ao encontro. Entre os presentes, porém, ninguém contestou a chapa única.
Também compõem a chapa, o vice-governador eleito de São Paulo, Márcio França, na tesouraria; além do atual líder da bancada na Câmara e vice na chapa presidencial de Marina Silva, Beto Albuquerque (RS), na vice-presidência de Relações Governamentais.
Além de Erundina, outros sete membros do partido defendiam a neutralidade ou apoio à candidatura do PT. Eles não foram contemplados na composição da chapa.
Casagrande faz parte do grupo que defende o apoio ao tucano. Ele declarou apoio a Aécio Neves no início da semana, logo após o pleito do primeiro turno.

