Na próxima quarta-feira (11) o ministro Gilmar Mendes põe em votação no Supremo Tribunal Federal (STF) a Adin movida pelo governo do Estado do Espírito Santo para tentar derrubar a Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que diminuiu uma vaga de deputado federal e três de deputados estaduais do Espírito Santo. Serão julgadas outras duas adins, também sob relatoria do ministro, de outros Estados que lutam para manter o atual número de cadeiras.
É a última esperança dos candidatos do Estado em manter as 10 cadeiras na Câmara e as 30 na Assembleia Legislativa. Mas a situação não é favorável para o Estado, já que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Advocacia Geral da União (AGU) já se posicionaram contrárias à ação movida pelo Estado.
Neste sentido, a classe política começa a trabalhar com a possibilidade de um cenário ainda mais apertado para disputa, sobretudo, na eleição de deputado federal. Por isso, os candidatos com mais chances de eleição movimentam as articulações e a tendência é de que as lideranças se afastem das chamadas chapas que tem cabeça e não tem corpo.
Para o mercado político, o PDT tem hoje o candidato favorito para a disputa de deputado federal. Mas se o ex-prefeito da Serra, Sergio Vidigal, grande estrela do partido, aceitar sair da disputa proporcional para assumir a vice, pode atrair outros partidos. Mas no palanque de Paulo Hartung não há muitas opções de coligação. Também o palanque do ex-governador, caso ele confirme a candidatura ao governo, deve trabalhar pela reeleição do deputado federal Lelo Coimbra (PMDB), o que torna o partido ainda mais pesado para uma aliança.
Também pode integrar esse grupo o PT, formando o que o mercado político vem chamando de “chapa da morte”. O partido do ex-prefeito de Vitória João Coser tem três nomes de destaque na disputa federal: a deputada federal Iriny Lopes, o ex-prefeito de Cariacica Helder Salomão e o vice-governador Givaldo Vieira, sendo Helder o petista mais competitivo. Ele também está na aposta das lideranças, mas também estaria cotado para vice na chapa de Hartung, o que diminuiria sensivelmente as chances do PT em manter a representação na Câmara.
No palanque de Renato Casagrande, o PSB tem dois nomes que chamam a atenção da classe política: o deputado federal Paulo Foletto e o deputado estadual Vaninho Leite não ficam fora da lista dos nove com mais chances de se eleger. A competitividade do partido, aliás, é o que estaria emperrando a ida do PSDB para o palanque do governador.
Os tucanos têm o deputado federal César Colnago e e o ex-prefeito de Vila Velha Max Filho como os candidatos mais fortes. Colnago busca uma coligação que garanta a eleição dos dois. As apostas, porém, são de que apenas um tucano tenha chances. Dependendo da coligação, o ex-prefeito levaria a melhor sobre o deputado, invertendo as posições de 2010, quando Max serviu de “escada” para eleger Colnago.
Outro que faz parte da lista dos prováveis eleitos é Neucimar Fraga (PV), também ex-prefeito de Vila Velha. Neucimar faz parte do competitivo bloco “Renova Espírito Santo” e pode puxar mais um, provavelmente o ex-deputado federal Marcus Vicente (PP).
A deputada federal Lauriete (PSC), mulher do senador Magno Malta, tem um eleitorado fidelizado. Embora sua legenda possa ter dificuldade em atrair partidos para a coligação com o PR, que tem uma chapa fraca, não pode ser desconsiderada na disputa.

