Termina nesta quinta-feira (2) o prazo de 120 dias para conclusão dos trabalhos da comissão criada na Assembleia Legislativa para debater o concurso público para o provimento de cargos no Poder Legislativo. A expectativa é de que a o prazo seja prorrogado, já que até o momento o estudo para o preenchimento dos cargos não foi iniciado.
No dia 18 último, o Diário do Poder Legislativo trouxe a publicação do Ato 1189, que substituiu a composição da Comissão. Isso porque, com a mudança da Mesa Diretora, que tomou posse em fevereiro último, apenas agora houve a substituição do primeiro secretário que é quem comanda a comissão, antes era o ex-deputado Roberto Carlos (PT), que presidiu o concurso, pelo deputado Enivaldo dos Anjos (PSD).
Enquanto isso, os concursados que esperam a nomeação acompanham de perto as movimentações na Assembleia, mesmo elas acontecendo de forma lenta. O concurso vence no início do próximo ano, por isso, a preocupação é grande. Para alguns concursados, a Assembleia não tem interesse em mexer em alguns cargos do cadastro de reserva para manter espaços de indicações políticas na casa .
Em dezembro do ano passado, o grupo ingressou com uma denúncia no Ministério Público Estadual (MPES) para apurar irregularidades relativas ao concurso, já que há o preenchimento das vagas em cargos comissionados nas vagas para as quais foi realizado concurso.
Dos mais de dois mil aprovados no concurso em 2011, a Assembleia só nomeou 160 efetivos. Segundo Ferrari, o quadro funcional da Assembleia hoje tem 492 funcionários efetivos e 824 comissionados, um total de 66% do funcionalismo da Casa, o que contraria a Constituição Federal.

