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Embate político entre Hartung e Casagrande se prolonga

O cenário político capixaba continua dividido pela batalha política entre o governador Paulo Hartung (PMDB) e o ex-governador Renato Casagrande (PSB). A guerra de declarações que começou em meados do ano passado, devido à disputa eleitoral ainda não tem data para encerrar, dada a resistência do socialista.
 
Para os meios políticos, mesmo com pouco espaço na mídia, Casagrande está incomodando a governabilidade tranquila do governador. Esse incômodo foi percebido na sessão de posse da Assembleia, quando Hartung usou o espaço festivo para fazer ataques ao ex-governador. 
 
Isso porque, entendem algumas lideranças, que há inconsistências no início do governo, como o discurso de corte de gastos e caos nas finanças, que contrasta com o fato de o Espírito Santo deixar de arrecadar pouco mais de R$ 1 bilhão este ano por conta da renúncia fiscal às empresas agraciadas com isenções.
 
A observação das lideranças é de que Hartung terá de dar respostas às demandas que vão da discussão do vale alimentação para os servidores ao repasse do Fundo Cidades para os municípios. E não poderá sair pela tangente. Isso porque, sob o pretexto de defender seu legado, Casagrande vem desconstruindo esse discurso de austeridade que Hartung vem tentando emplacar, o que pode forçar Hartung a fazer o que não gosta, que é criar despesas permanentes.
 
Para tentar sufocar o principal adversário, Hartung conta com o comportamento da nova Assembleia Legislativa e da bancada capixaba, o que tem passado a impressão de estar matando a rivalidade com Casagrande. O governador sempre manteve a sobrevivência política de algumas lideranças, mas que não conseguiam envergadura política para enfrentá-lo. Mas com o ex-governador a situação é diferente. 
 
Isso vem levando o mercado político a acreditar que a discussão deve se estender até 2016, quando acontecerão as eleições municipais e o foco se volta para a disputa na Capital. Para manter a rivalidade com o governador, o cenário futuro aponta para uma necessidade de Casagrande vir a disputar a eleição para prefeito, o que o credencia dada a votação na Grande Vitória na eleição de outubro passado. 
 
As articulações de Hartung apontam para a preparação do palanque do ex-prefeito João Coser (PT), enquanto trabalha com a contenção do nome do prefeito Luciano Rezende (PPS) e dando o fôlego ao ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), que além de duas gestões bem avaliadas está à frente do Banco de Desenvolvimento do Estado (Bandes).

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