Na última sexta-feira (17), o governador Renato Casagrande (PSB) recebeu lideranças acompanhadas do vereador de Vitória, Rogerinho Pinheiro (PHS). No encontro foi declarado apoio à reeleição do governador, mas o que parecia ser uma grande estratégia do grupo não agradou muito às demais lideranças do bloco de oito partidos do qual o PHS faz parte.
Lideranças de outros partidos do grupo não gostaram da iniciativa que pareceu isolada e o assunto deve ser discutido no bloco. O grupo de partidos se formou no ano passado, visando uma acomodação para a disputa proporcional que acomode, além do PHS, o PSL, PTC, PRTB, PSDC, PRB, PTdoB e PP .
A ideia é que, juntos, os partidos apresentem 38 candidatos a deputado federal e 225 a estadual.
O bloco não tem restrição ao apoio do governador Renato Casagrande. Nos bastidores, os comentários são, inclusive, de que a tendência é de que o grupo fique no palanque do socialista. Batizado de Renova Espírito Santo, o bloco pretendia discutir a questão majoritária mais para frente.
Mas a iniciativa isolada, sem uma prévia discussão com o bloco, foi o que desagradou as lideranças. O vereador Rogerinho teria liderado uma discussão que vem sendo construída de forma coletiva.
Mais do que a decisão em grupo, o que também não pegou bem entre os demais partidos do bloco é que, no encontro, o governador teria sugerido alianças do bloco com PV, PDT e PRP. Como as alianças são fechadas pelos oito partidos com calculadora na mão para evitar desequilíbrio na chapa, qualquer negociação deve ser muito bem avaliada por todas as lideranças.

