Na mesma página do jornal Valor Econômico (03/05/2015) em que foi publicada a reportagem sobre o embate político entre o governador Paulo Hartung (PMDB) e o ex-governador Renato Casagrande (PSB), repercutida em Século Diário, havia outra matéria (Prefeito adota ''equilíbrio de monge budista”), que abordava o comportamente do prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), em relação a briga das duas principais lideranças políticas do Estado.
Na reportagem, o prefeito tenta não assumir a defesa do socialista, buscando se aproximar do governador. Esse movimento pode se somar à pressão interna no PSB para que Casagrande rompa o acordo com Luciano e dispute a eleição para prefeito de Vitória em 2016. Até o momento, Casagrande vem defedendo com veemência a manutenção da aliança com Luciano.
Ao Valor, o prefeito tentou passar a impressão de que sua divida de gratidão com Casagrande, que o apoiou na campanha de 2012, teria sido paga com o apoio do prefeito à campanha à reeleição de Casagrande, em 2014, o que na prática não se efetivou, já que o prefeito mergulhou no período eleitoral para evitar se compremeter explicitamente com o palanque socialista.
Diante dos sinais de infidelidade do prefeito de Vitória, a decisão de Casagrande ficar fora da disputa estaria sendo revista. A discussão ganhou fôlego dentro do PSB com a ideia de que o deputado federal Paulo Foletto possa não disputar em Colatina, para organizar o processo eleitoral no Estado, caso Casagrande decida se lançar candidato.
A leitura que os interlocutores do ex-governador é que não dá para esperar até 2018, e que Casagrande precisa se colocar no jogo do próximo ano para manter viva a memória do eleitorado.
Paralelamente, o grupo trabalha para se aproximar do deputado federal Max Filho, que vem ganhando cada vez mais força dentro do PSDB, passando a ser reconhecido como uma liderança em condições de disputar o governo do Estado em 2018, mesmo estando o PSDB na base de Hartung. A independência de Max Filho pode aproximá-lo de Casagrande.

