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Governador eleito cria expectativa sobre possível saída do PMDB

O governador eleito Paulo Hartung (PMDB) deixou transparecer na entrevista que concedeu ao jornal A Tribuna nesse domingo (28) que poderia mudar de partido. Essa não é a primeira vez que o assunto vem à baila nos últimos dias e cria uma serie de leituras nos meios políticos. 
 
A primeira é de que o governador eleito pretende mais uma vez confundir o mercado político. A fidelidade partidária nunca foi uma das características de Hartung. A filiação se deu por circunstâncias. Tanto que ao chegar ao governo em 2003, estava filiado ao PSB, partido contra o qual disputou o governo este ano. 
 
Mas para algumas lideranças a intenção de Hartung ao soltar esse balão é deixar em suspensão a classe política. Em sua primeira passagem pelo governo, Hartung se desfilou cerca de um ano depois da posse do PSB e permaneceu sem partido até meados de 2005, quando se filiou ao PMDB.
 
Dentro do partido, o governador eleito, embora tenha se fortalecido muito com a vitória na disputa ao governo, dependeu no período pré-eleitoral do apoio interno. Mesmo tendo o presidente da sigla, o deputado federal Lelo Coimbra ao seu lado, a senadora eleita Rose de Freitas acabou tendo mais influência interna e saiu vitoriosa na disputa, mesmo sem contar com o apoio de Hartung.
 
O fato de ele lançar essa ideia no mercado político não significa que ele estará mesmo disposto a sair do partido, pelo menos por enquanto. Neste momento, sua estratégia é chamar a atenção dos meios políticos, colocando as lideranças em compasso de espera em relação à sua movimentação. 
 
Como o governador Renato Casagrande quer recrutar forças políticas para aderirem ao seu grupo, a possibilidade de Hartung mudar de partido pode fazer com que as lideranças pensem duas vezes antes de fechar o acordo com o socialista e assim, Hartung tenta manter seu adversário isolado. 

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