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Governador quer fazer comparação de gestões na campanha

Ao término de sua fala na convenção do PSB, no Centro de Convenções de Vitória, o governador Renato Casagrande concedeu entrevista coletiva e mostrou segurança para o início do embate. Respondendo às perguntas da imprensa, o socialista falou das composições que estão em fase de fechamento para a ocupação da vaga de vice e da candidatura de senador no palanque palaciano.

A ida do PSDB, que até esta semana conversava com seu grupo, não vai fragilizar seu palanque, já que, segundo o governador, 15 partidos já declararam apoio a ele. O PTB aproveitou a convenção para confirmar o apoio ao socialista.

O governador também respondeu às críticas feitas pelo prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda, na convenção do DEM, que também aconteceu na manhã deste sábado (28). O prefeito afirmou na convenção demista que os municípios do interior receberam mais recursos que Vila Velha. De pronto, o governador afirmou que se o município recebeu menos, foi porque não apresentou projetos.

Sobre a liderança do governo, que será entregue pelo deputado estadual Elcio Alvares (DEM) na próxima semana, o governador disse que a base na Assembleia é grande e que não haverá dificuldades em encontrar outro líder. Desta vez, porém, o nome terá que atender a critérios administrativos do cargo e ao alinhamento político com o projeto socialista.

Confira os principais pontos da coletiva:

Comparação das campanhas

As comparações serão todas, de governo e com todos os candidatos. É assim que acontece em todas as campanhas. Como temos muito resultado de governo para apresentar, isso nos dá um grande argumento de apresentar tudo que fizemos e os resultados futuros. Estamos muito confiantes. Começamos hoje uma caminhada que já fizemos no passado, que se repetirá em outras condições, em condição de quem está no governo, condições de quem debaterá os resultados do governo e de quem terá de apresentar para a sociedade capixaba expectativas e esperanças que tocam o coração dos capixabas.

Montagem da chapa para vice e candidato ao Senado

Vamos fazer isso agora. A convenção cumpre uma tarefa política, uma obrigação legal. Faremos nos próximos dias, designada à comissão executiva, para que continue os ajustes com os partidos. Temos um conjunto grande de partidos que já decidiram nos apoiar e agora vamos discutir com esses partidos a composição da vice-governadoria e do Senado.

Vaga para os aliados

Nosso desejo é de que seja o vice de um partido e o Senado de outro. Vamos incorporar e dar oportunidade a candidatos de outros partidos.

PSDB

Não foi uma surpresa. Estávamos conversando há cerca de um mês e o PSDB estava em dúvida. Eu tinha a maioria do partido querendo fazer a coligação, mas não foi possível por questões que estão fora do nosso controle, questões de fora do Estado, que fizeram com que o PSDB tomasse uma posição de cima para baixo e fizesse a composição com outro partido. A mim cabe compreender que essa foi a definição final e não fragiliza no Estado o que estamos construindo, porque um grupo muito grande de partidos está comigo e outros ainda virão, através de um debate que estamos fazendo até dia 5.

Fragilização

Não fragiliza a ida do PSDB para outro partido, porque já há um grande número de partidos, um bom tempo de televisão. É uma base que já construí e que me dá condição de fazer um grande debate, já tenho muito a apresentar. Estávamos conversando com o PSDB, mas ao mesmo tempo já conversávamos com mais 15 partidos que já estão fechados com o projeto que estamos apresentando no Estado.

PTB

O secretário-geral do PTB pediu a palavra e declarou o apoio aqui. Agradeci muito. Vinha conversando com a direção do PTB e fiquei muito feliz.

PR

Já estamos conversando com o PR , do Magno Malta. Os dois partidos estão dialogando muito.

Fabiano Contarato

Estamos discutindo a vaga ao Senado e não me cabe dar opinião sozinho. Mas Contarato é um pré-candidato que se analisa com possibilidades.

Tom da campanha

Vamos mostrar as obras, o quanto investimos no social, uma parte da campanha é isso, mostrar o que foi feito. Nós tivemos um resultado extraordinário nesses dois anos e meio, mantendo o Estado organizado, com equilíbrio fiscal perfeito, mantendo relações republicanas com as instituições, parceria com os municípios. Nós temos hoje argumentos para que debater com a sociedade as ações que queremos desenvolver, com base naquilo que fizemos. Estamos tirando projetos do papel e temos uma base que pode dar sustentação para fazermos ainda mais.

Principais passivos

A área social como um todo. O governo tomou a decisão de fazer os investimentos mais robustos na área social, nas demandas da sociedade. Tomamos a decisão política de pegar a riqueza gerada pelo Estado e fazermos o investimento nessas áreas.

Vila Velha

Vila Velha só não recebeu mais porque não apresentou projetos. É só pegar o quanto fizemos de investimentos em Vila Velha, que se perceberá que o município nunca recebeu tanto se comparado a outros governos. Nós não perseguimos Vila Velha. Fizemos investimento históricos em Vila Velha. Desde 2011, dois anos com o ex-prefeito Neucimar Fraga (PV) e um ano e meio com Rodney Miranda, fizemos investimentos históricos no município.

Liderança

Segunda-feira vamos encaminhar isso [substituição de Elcio Alvares (DEM), que anunciou na convenção do DEM, que entregará o cargo na próxima semana]. A Assembleia está fechando o semestre agora em junho e na segunda-feira vamos nos reunir para decidir a escolha de um novo líder. Há muitos deputados que nos apoiam, não haverá dificuldade em escolher um novo líder. Vou escolher um líder que esteja alinhado com o projeto do governo, concordando com os avanços do governo, mas também alinhado na área política.

Ferraço

Sou candidato a governador, mas também sou governador. O presidente da Assembleia [Theodorico Ferraço (DEM)] está no palanque oposto, mas é o presidente da Assembleia. O povo saberá nos vigiar.

Divisão do Bloco

Eu não soltei a mão de ninguém, nem do PT, nem do PMDB. O Estado tem desafios enormes. Acho que o Estado nunca teve um momento com tantas dificuldades como o que passei no governo. Tentei manter a aliança até o último momento. Estive sempre aberto, tentando manter essas pontes. São projetos partidários e pessoais que fizeram com que os partidos tomasse outra decisão. Eu não concordo com elas, mas tenho de respeitar.

Dilma

Se houver algum comunicado oficial, estarei na agenda dela. A agenda é da presidente Dilma, mas se esse convite chegar oficialmente ao meu gabinete, estarei institucionalmente acompanhando, com todo respeito, até porque somos parceiros institucionais.

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