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Governo e poluidoras fazem lobby para afastar Gilsinho da CPI do Pó Preto

O deputado Gilsinho Lopes (PR) ainda alimenta a expectativa de ser um dos integrantes da CPI do Pó Preto, mas se depender do lobby das empresas poluidoras instaladas na Grande Vitória não vai ser fácil colocá-lo na Comissão. As empresas, sobretudo a Vale, querem evitar cobranças por adequações ambientais.
 
Mesmo não tendo a Assembleia poder de polícia, a condução dos trabalhos deve chamar a atenção da sociedade civil para o debate sobre a poluição atmosférica, por isso, o comprometimento de Gilsinho com a causa pode colocar as empresas na mira da sociedade.
 
Um lobby estaria sendo ariticulado para evitar a entrada do deputado na Comissão. Como conhece a situação e tem o apoio de entidades ligadas ao combate ao pó preto, a presença de Gilsinho na CPI traria essas questões à tona e instigaria a sociedade a cobrar medidas enérgicas de controle da poluição. 
 
O lobby das empresas, porém, não estaria sendo feito de forma direta, como aconteceu em 2013, quando executivos da Vale “visitaram” os deputados e pediram para retirar a assinatura do pedido de abertura da CPI. Desta vez, o assédio estaria sendo intermediado pelo governo do Estado. 
 
Por isso, a manobra para protocolar outro pedido de abertura de CPI partiu de deputados governistas. O Palácio Anchieta queria evitar novamente a CPI de Gilsinho, mas apenas retirando as assinaturas do pedido do republicano. A estratégia feita em outros momentos, de apenas esvaziar a CPI, não seria mais possível, já que havia apelo popular pela criação da comissão. 

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