As movimentações da Assembleia para a vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCES) continuam se desenrolando nos corredores da Assembleia, mas o governo lançou um balão de ensaio que pode mudar o rumo das articulações. A ideia de emplacar o nome do secretário-chefe da Casa Civil Luiz Carlos Ciciliotti chegou a ser cogitada no final do ano passado e agora volta com força.
A ideia seria a de lançar o nome de Ciciliotti para ver se pega. Há muitas conversas em torno da vaga e a indicação do secretário poderia driblar uma saia justa na Casa: o projeto Conselheiro Cidadão, apresentado pela Transparência Capixaba e que prevê a indicação de qualquer cidadão que atenda aos pré-requisitos para o cargo, independentemente do aval de um deputado estadual.
Os parlamentares, porém, não estariam dispostos a abrir mão da vaga a ser aberta com a aposentadoria do conselheiro Marcus Madureira, que acontece no próximo mês. Na Casa, quatro nomes estariam de olho na vaga: Dary Pagung (PRP), Claudio Vereza (PT), Sérgio Borges (PMDB) e Atayde Armani (DEM). Mas dois deles estão mais próximos da cadeira.
Dary Pagung seria um nome que agrada ao governo do Estado, pois não cria polêmica nem no plenário nem no Palácio Anchieta. Com uma votação pequena conseguida em 2010, pouco mais de 13 mil votos, a vaga no Tribunal pode significar tranquilidade para o parlamentar, que teria dificuldades eleitorais em 2014, principalmente se o número de assentos na Assembleia cair de 30 para 27.
O deputado Claudio Vereza (PT) estaria circulando intensamente no Tribunal de Contas. O PT reivindica a vaga para o deputado com o governador Renato Casagrande, mas as demais bancadas da Assembleia têm muita resistência à ideia de indicar o petista para a vaga.
Borges e Atayde estão mais distantes da vaga. Quanto a Ciciliotti, os problemas de relacionamento entre o governo e a Assembleia, que passam basicamente pela Casa Civil, podem atrapalhar a aceitação do nome do secretário na Assembleia.

