sábado, abril 25, 2026
28.9 C
Vitória
sábado, abril 25, 2026
sábado, abril 25, 2026

Leia Também:

Grande derrotado na eleição 2012, PDT vive crise com lideranças

Em entrevista a Século Diário nesse fim de semana, o deputado estadual Euclério Sampaio deixou transparecer uma situação que já vem sendo comentada nos meios políticos sobre seu partido, o PDT. Grande derrotado das eleições 2012, o partido terá uma grande bancada na Assembleia (quatro deputados), mas tão enfraquecida quanto à sigla no Estado.

A principal estrela do partido é também a liderança considerada maior derrotada do pleito passado. Sem conseguir a reeleição no município da Serra, o ex-prefeito Sérgio Vidigal tem chances de recuperação na disputa eleitoral de 2014, mas tem feito manobras que podem prejudicar sua movimentação.

A indicação de alguns nomes para a gestão do demista Rodney Miranda em Vila Velha, por exemplo, é prejudicial, já que alguns desses nomes enfrentam problemas judiciais e podem trazer desgaste midiático para o partido.

Na Assembleia Legislativa, o partido tem quatro deputados, uma das maiores bancadas da Casa. Mas tamanho não significa força.  Josias Da Vitória teve o nome envolvido no escândalo do Iases, embora não tenha sido indiciado, o desgaste político lhe custou a eleição a prefeito de Colatina. A deputada estadual Aparecida Denadai  tem problemas na Justiça, com o nome envolvido no escândalo desbaratado pela operação “Moeda de Troca”.

Em 2012, o partido conseguiu oito prefeituras, mas a única de médio porte foi a de Aracruz, com Marcelo Coelho. A essas lideranças caberá a tarefa de recuperar a imagem do partido, que perdeu alguns municípios conquistados em 2008. Casos de Fundão e Santa Leopoldina. Até a gestão Vidigal foi colocada em questionamento, com a operação “Em nome do filho”, deflagrada em 2010.

A insatisfação de algumas lideranças com o partido ficou explicitada na fala do deputado federal Carlos Manato, na posse do prefeito Audifax Barcelos, na Serra, no último dia 1º. Manato não fez questão alguma de mostrar sua desaprovação com a gestão de Vidigal, afirmando que a partir de agora a Serra vai viver um novo momento político.

A postura de Manato teria levantado até a possibilidade de expulsão do parlamentar do partido, mas sem o apoio da Executiva em duas disputas eleitorais, o deputado tem mais do que respaldo para se sentir insatisfeito com o PDT.

O PDT tem uma difícil missão em 2013: se fortalecer para tentar garantir um espaço no jogo político de 2014. Depois da derrota de outubro passado, Vidigal ensaia um afastamento da base do governador Renato Casagrande, que apoiou Audifax Barcelos (PSB), principal desafeto político de Vidigal e que o suplantou na disputa pela prefeitura da Serra.

Com a ampla base governista de Casagrande e o enfraquecimento do ex-governador Paulo Hartung, o afastamento da base encontraria ressonância apenas na possibilidade, ainda não concreta, de o senador Magno Malta (PR) vir a se candidatar ao governo do Estado em 2014.

Mais Lidas