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Hartung deve ficar na expectativa pela definição de Aécio Neves

A possibilidade de uma dobradinha entre as candidaturas do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à presidência da República e do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) a um cargo majoritário – governo ou Senado – no Estado é vista com muita cautela pelos meios políticos. O desejo da parceria que vem do tucanato foi divulgado na coluna Plenário do jornal A Tribuna, nesta terça-feira (19).

A candidatura de Aécio à presidência criaria uma alternativa para fortalecer um possível palanque do ex-governador Paulo Hartung para a disputa do próximo ano. No início deste ano, os emissários do ex-governador começaram a lançar balões de ensaio sobre a possibilidade de Hartung vir a se lançar ao governo do Estado.

Mas com o prestígio político em desgaste desde sua saída do governo, em 2010, Hartung precisaria de uma movimentação de bastidores muito forte para tirar Casagrande da disputa à reeleição, esvaziando o leque de apoio do socialista, que além dos 16 partidos que o apoiaram em 2010, hoje consegue atrair até os que estavam no palanque adversário.

Hartung poderia disputar o Senado para dar sustentação ao palanque de Aécio Neves. Resta saber como a classe política entenderia uma adesão ao palanque contrário ao da presidente Dilma Rousseff, já que a maioria está neste campo político. Uma saída seria a candidatura do governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, que poderia causar um racha na base política, mas nos meios políticos pouca gente acredita que o governador venha mesmo a disputar a eleição.

A aproximação entre Aécio e Hartung vem de longa data e uma parceria entre os dois teria força. Mas Aécio Neves não está disposto a antecipar sua decisão sobre a presidência da República. Em São Paulo, o ninho tucano ainda tem arestas a aparar sobre a candidatura tucana e o próprio senador entenderia que há um risco muito grande em disputar a presidência contra o palanque de reeleição de Dilma.

A escolha mais acertada seria a disputa em 2018, quando o PT não teria um nome à sucessão da presidente e o PSDB poderia se fortalecer. Se Neves acumular uma derrota em 2014, abrirá espaço para o fortalecimento de Eduardo Campos, que caso consiga a vice-presidência poderá chegar fortalecido a 2018.

Nesse contexto, o ex-governador Paulo Hartung, que sempre adiou suas decisões para testar os movimentos políticos, vai ter que ficar à mercê do cenário nacional, esperando uma definição do ninho tucano para poder se posicionar.

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