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Hartung foge do embate com Casagrande desqualificando denúncias

A 17 dias do pleito, a eleição chega a um ponto crucial, a chamada “descida dos votos”, quando os eleitores indecisos começam a se interessar mais pelo debate em busca de definição do voto. Neste momento o governador Renato Casagrande (PSB), que segue atrás na corrida eleitoral, apresenta uma postura mais agressiva e passa a apresentar uma série de irregularidades encontradas no governo passado. 
 
O ponto alto da discussão foi declaração feita por meio de um pedido de informação do deputado estadual Sandro Locutor (PPS) ao governo sobre as viagens da atual primeira-dama, Virgínia Casagrande, e da ex-primeira-dama, Cristina Gomes, que revelou um gasto de R$ 83 mil com as viagens da mulher de Paulo Hartung nos oito anos de governo (2003 – 2010).
 
Casagrande apresentou um relatório com as viagens da ex-primeira dama, mostrando que das 86 viagens, 41 foram no fim de semana. Hartung fala das viagens internacionais e do papel da primeira-dama na representação do Estado ao lado do marido. Mas Hartung não responde às viagens nos fins de semana, disse que elas não existiram. 
 
O ex-governador tentou entrar no jogo cobrando as viagens do atual governador em jatinho particular, mas acabou se complicando, já que no levantamento feito pelo governador para responder à questão do adversário, acabou descobrindo que os arquivos da época de Hartung haviam sido destruídos por determinação de um decreto. 
 
Hartung foi cobrado a explicar a destruição dos documentos na sabatina da OAB-ES, nessa quarta-feira (17), mas parece que não vai mais entrar em rota de colisão com o governador. Tenta agora desqualificar as críticas com o rótulo de “ataques infantis” e que vai manter o debate propositivo. 
 
Hartung tem muito mais a explicar até o dia da eleição e fatalmente será cobrado pelo adversário. A discussão sobre os “pedágios” da Econos, empresa de consultoria do ex-governador, que segundo a matéria do jornal ES Hoje que foi censurada, recebeu o dinheiro para prestar consultoria à concessionária Rodosol e empresas do grupo. Segundo o jornal o repasse de R$ 262 mil para a empresa do ex-governador entre os anos de 2010 e 2013. 
 
Também será preciso discutir os incentivos fiscais no governo passado, sobretudo ao setor atacadista. Além das questões envolvendo compra de terreno em Presidente Kennedy e o Posto Fantasma de Mimoso do Sul. Ainda que tente desqualificar as denúncias, os questionamentos precisam ser respondidos porque a pressão vai aumentar à medida que a eleição se aproxima e não responder vai desgastá-lo no processo. 

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