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Hartung se complica para explicar viagens e masmorras

Na entrevista desta terça-feira (16) ao ESTV – 1ª Edição, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) passou mais tempo se explicando do que apresentando propostas do seu plano de governo. O peemedebista  se complicou para responder aos questionamentos sobre os gastos com as viagens da ex-primeira-dama ao exterior e para o Rio de Janeiro e São Paulo, nos fins de semana. 
 
Sobre as viagens ao exterior, Hartung retomou a justificativa da atração de empreendimentos para o Estado, como o Estaleiro Jurong, que envolveu uma viagem à Ásia; o Encontro Brasil –Alemanha, tratado em viagem à Europa, e o acordo para a construção de um porto em Itapemirim, que justificaria uma viagem aos Estados Unidos. 
 
Sobre a função da então primeira-dama Cristina, Hartung alegou que é comum a mulher acompanhar o marido em missões oficiais. Quanto às viagens desacompanhadas feitas para São Paulo e Rio, Hartung afirmou que Cristina Gomes viajou à capital fluminenense para reuniões na FGV e para São Paulo em visitas ao escritório do arquiteto Paulo Mendes da  Rocha, por causa do projeto Cais das Artes, que era coordenado por Cristina.
 
Ao ser questionado sobre o fato de as viagens terem sido feitas no fim de semana, Hartung afirmou que se trata de “inverdades” e que fica triste com o ataque à sua família. 
 
Hartung também falou  sobre a denúncia que levantou no debate da TV Tribuna, na última sexta-feira (12), sobre a utilização de jatinhos alugados pelo governo e a lista de convidados de Renato Casagrande para usar a aeronave. 
 
Hartung criticou a demora do governo em divulgar os dados sobre a utilização do avião e disse que não está havendo a mesma rapidez com a qual foi feito o levantamento sobre as viagens da ex-primeira-dama. 
 
O ex-governador também foi questionado sobre os altos índices de homicídios em seus oito anos de governo. Hartung retomou o discurso de 2003, e que não havia estrutura nas policias Civil e Militar. Falou da criação da Delegacia de Homicídios e da nova sede da Secretaria de Segurança e da estruturação do sistema prisional. 
 
Mas Hartung também foi questionado sobre as denúncias de tortura nos presídios que chegaram à ONU, época em que os presídios ficaram conhecidos como “masmorras”. Hartung disse que o governo teve capacidade de lidar com problema e afirmou que a superlotação caiu no final de seu governo. 
 
O ex-governador foi questionado sobre o fato de a superlotação ter caído apenas no novo governo, mas retrucou reafirmando que o mérito era de 2010, final de seu governo. 

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