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Iminente saída de Hartung deixa PMDB órfão de liderança no Estado

Caso se confirme a especulação de que Paulo Hartung estaria mesmo de saída do PMDB, retornando ao ninho tucano, o partido ficará órfão de lideranças políticas da grandeza do governador. Na ausência de Hartung, a principal liderança do PMDB passaria a ser a senadora Rose de Freitas, que tem força municipalista, mas partidariamente ficou fragilizada desde a filiação de Hartung à sigla.

Nesta quinta-feira (5), ao jornal A Gazeta, o presidente do partido, deputado federal Lelo Coimbra, destaca as incertezas do cenário nacional para afirmar que não recomenda o desembarque do governador do partido. Ele afirma ainda que nos 12 anos de Hartung no PMDB não lhe faltaram liberdade e protagonismo.

De fato, Hartung nunca teve qualquer dificuldade em emplacar seus projetos políticos dentro do PMDB. Sua chegada ao partido foi preparada pelas lideranças aliadas para que não houvesse qualquer obstáculo à frente da principal estrela da sigla.

A primeira manobra foi articulada pelo próprio Lelo, que trabalhou na derrocada do então presidente do partido, Marcelino Fraga. Hartung entrou no PMDB em 2005 pelas mãos do então senador Gerson Camata, que depois disso foi uma das lideranças que ao lado da mulher, Rita Camata, se fragilizou dentro do partido.

A saída de Hartung abre espaço ao mandato da senadora Rose de Freitas. Mas com a parceria entre Magno Malta (PR) e Ricardo Ferraço (PSDB) no Senado, a peemedebista não tem conseguido ter a mesma visibilidade. Além disso, a senadora tem uma movimentação mais específica, com atendimento às suas bases e o bom trânsito em Brasília.

Rose não é uma liderança para dentro partido, para ocupar os espaços que ficariam abertos com a saída do governador. O partido fica fragilizado para 2018, a partir da saída do governador, pois não terá lideranças com o mesmo peso para disputar os principais cargos na eleição.

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