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Lideranças de 11 partidos pretendem lançar candidato de consenso à prefeitura de Aracruz

No último sábado (4), lideranças de 11 partidos se reuniram na Câmara de Aracruz para discutir a criação de uma ampla frente de oposição ao atual prefeito Marcelo Coelho (PDT). Além da frente de oposição, o grupo decidiu amadurecer a discussão em torno de uma candidatura de consenso para disputar a prefeitura de Aracruz nas eleições de outubro. 
 
Por enquanto, três nomes são cogitados para representar a frente: Anderson Guidetti (PTB), Saulo Meirelles (PSD) e Alcântaro Filho (Rede). Os meios políticos de Aracruz consideram que a formação desse grande bloco de oposição fortalece os três postulantes ao cargo de prefeito. 
 
A aliança vai além da costura para a disputa majoritária. PTB-PSD-Rede-PHS-DEM-PP-PROS-PTN-PMB-PSL-PCdoB também pretendem caminhar juntos na proporcional. Esse assunto, porém, demanda uma conversa mais detalhada para definir quais as pernas que poderiam sair dessa frente.
 
O que se sabe com certeza é que o alvo do blocão é o prefeito. Em breve Coelho deve dividir os ataques da oposição com o deputado estadual Erick Musso, que deve ser lançado como candidato do PMDB a prefeito de Aracruz. 
 
Musso, que é vice-líder do governo na Assembleia, deve ser o candidato palaciano em Aracruz. Os meios políticos locais classificam como remotas as chances de Coelho entrar na disputa. Com a popularidade em baixa, o pedetista deve abrir mão da reeleição para apoiar o deputado peemedebista. 
 
O problema é que esse apoio, automaticamente, rompe a aliança com o deputado federal Marcus Vicente (PP), que ajudou, junto com Marcelo Coelho, a eleger Musso deputado. 
 
A triangulação azeda porque o “manda-chuva” do PP não vai querer dividir palanque com Paulo Hartung, nem agora, nem em 2018. O deputado federal, que tem o grosso de seus votos concentrados em Aracruz, não tem interesse na vitória de um candidato palaciano. Se Musso vence as eleições, Marcus Vicente fica sem palanque em 2018. 
 
Erick Musso, além da impopularidade de Coelho e do problema que Marcus Vicente pode representar para os seus planos, ainda terá que justificar aos eleitores porque adotou a estratégia dos mandatos “pula-pula”. 
 
Musso se elegeu vereador em 2012, cumpriu um ano e meio de mandato e deixou a Câmara para se candidatar a deputado estadual em 2014. Venceu graças ao apoio de Marcus Vicente e Marcelo Coelho. Mas, agora que a população de Aracruz achava que havia conquistado representação na Assembleia, o deputado pode deixar o Legislativo estadual, após novamente um ano e meio de mandato, para disputar a prefeitura. Esse retrospecto de pular de mandato em mandato para conquistar mais poder pode soar mal entre os eleitores. 

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