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Lideranças devem acelerar articulações eleitorais no próximo mês

Com a chegada do mês de maio, as expectativas dos meios políticos são de que os principais atores envolvidos na sucessão estadual deste ano acelerem suas articulações. Os coadjuvantes também vão ser importantes neste processo e passam a ser disputados pelos candidatos ao governo. 
 
No PMDB há uma clara mudança de cenário. O partido, que em sua maioria defendia a permanência no palanque do governador Renato Casagrande, agora está mais favorável à candidatura própria. Na bancada, a divergência parece ter sido apagada e somente o deputado Marcelo Santos continua relutante a desembarcar do grupo do governador.

Mas no partido, ele não está só entre os resistentes. Marcelino Fraga, por exemplo, comanda o diretório de Colatina e mantém a rejeição à candidatura de Paulo Hartung, assim como outras lideranças mais antigas do PMDB Estado adentro. O problema mais sério na construção da candidatura própria do partido, porém, é a adesão do senador Ricardo Ferraço ao grupo de Casagrande. 

 
A posição do senador é um caminho sem volta. Uma vez declarado apoio ao socialista, o senador cria uma incompatibilidade com Hartung que, se eleito, não deve perdoar a escolha do parlamentar. Mas se Casagrande vencer, o senador fica apto a sucedê-lo em 2018.
 
No palanque de Renato Casagrande também há dilemas a serem dirimidos. O PSDB tem se aproximado do palanque palaciano, mas exige a vaga ao Senado. A movimentação atende a uma ação conjunta em nível nacional entre os presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) de enfraquecimento da candidatura de Dilma Rousseff nos Estados. No Espírito Santo, a movimentação evitaria uma ação conjunta entre o PMDB e o PSDB para a candidatura de Guerino Balestrassi, que teria o objetivo de radicalizar a disputa com o governador, fortalecendo o palanque de Hartung.
 
Casagrande ainda conta com o apoio de dois blocos partidários em seu palanque: o Renova Espírito Santo, com nove partidos, que visam à disputa proporcional apenas; e o bloco formado pro SDD, Pros, PSD, PTB e o PPS, do aliado do governador, o prefeito de Vitória, Luciano Rezende. 
 
Também deve chamar atenção neste mês que se aproxima, a movimentação do PT capixaba, que uma vez tendo se aproximado do palanque de Paulo Hartung, fechou as portas para o retorno ao grupo de Casagrande, caso a aliança não se consolide. Neste contexto, o partido só terá um caminho se a popularidade de Dilma cair mais, que é lançar candidatura própria ao governo, sacrificando a participação de João Coser na disputa ao Senado, para garantir o espaço eleitoral da presidente do Espírito Santo. 
 
Como o governador vai intensificar sua participação no processo eleitoral a partir deste mês, os demais atores devem também buscar suas movimentações para garantir o equilíbrio do cenário.

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