A manifestação dos deputados estaduais Aparecida Denadai e Euclério Sampaio sobre a saída de Sérgio Vidigal da presidência do PDT causou surpresa nos meios políticos. Isso porque a impressão que se tinha era de que a sucessão de Vidigal, que assume o cargo de secretário de Políticas e Emprego do Ministério do Trabalho, estaria pacificada dentro do partido.
Ao deixar a presidência do PDT capixaba, Vidigal teria forte influência na escolha de seu sucessor. O problema é que o favorito neste processo, o atual vice-presidente da sigla, deputado estadual Josias Da Vitória, teria adotado uma estratégia dentro do partido que não agradou aos correligionários.
A preocupação dos deputados, que é partilhada por outros integrantes do PDT, é que sem Vidigal o partido não consiga um bom posicionamento político para a eleição de 2014, que garanta um crescimento do partido na disputa. Com quatro deputados estaduais e três na bancada federal, a meta de manter ou ampliar sua representação pode ficar prejudicada.
O que se comenta dentro do partido é que Josias Da Vitória adotou uma dinâmica de tomada do partido, iniciada pelos diretórios municipais. Se for eleito para a presidência estadual, a tendência é de que o PDT passe a atuar em torno dos interesses do deputado, o que causa resistência nas lideranças.
No partido também não há uma alternativa ao nome de Josias Da Vitória. O que os pedetistas querem é a permanência do ex-prefeito da Serra à frente do PDT capixaba. Apesar de também criar condições favoráveis ao seus interesses políticos, Vidigal sempre deu condições para que as lideranças de seu partido também crescessem. Entre os aliados e até os descontentes com sua gestão, há um reconhecimento de que nos 10 anos em que comanda o partido, Vidigal contribuiu com seu crescimento no Estado.

