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Marina Silva na disputa presidencial pressionará Rede no Estado

A Rede Sustentabilidade, partido que Marina Silva tentou criar sem sucesso no ano passado, se dividiu em outros partidos – sobretudo PSB e PPS – para a eleição deste ano, mas ainda se estrutura como sigla. No Estado, há três grupos que se digladiam no Diretório Estadual da Rede. Essa divisão se evidencia no processo eleitoral deste ano. A direção liberou os membros da Rede para se movimentarem livremente nesta eleição.
 
Mas a reviravolta no cenário nacional, causada pela morte do candidato do PSB, Eduardo Campos, que tinha Marina Silva como vice, pode mudar a conjuntura no Estado forçando os membros da Rede a se posicionar. Marina pode ser alçada a candidata a presidente, com um vice do PSB, o que reforçaria sua presença no palanque do governador Renato Casagrande. 
 
O problema é que nem todos os membros da Rede estão apoiando Casagrande. O diretório estadual segue a decisão de não apoiar nenhuma candidatura majoritária. Uma decisão que foi reforçada depois de uma confusão interna com a troca do candidato ao Senado no palanque de Casagrande – o delegado Fabiano Contarato (ex-PR) renunciou e para seu lugar o governador convocou Neucimar Fraga (PV), segundo membros da Rede, sem anuência do partido virtual. 
 
A Rede capixaba hoje é dividida em três tendências: há o grupo dissidente do Psol, representado por Gustavo de Biase; o grupo do antigo “partidão”, que queria emplacar a candidatura ao Senado, via PPS, com Luiz Claudio Ribeiro, e um grupo independente.

Essa disputa em torno do não apoio a Casagrande envolve basicamente os dois primeiros grupos, que dominavam a Executiva estadual, mas devido a uma série de discussões envolvendo o posicionamento do partido na eleição majoritária, foi rompido às vésperas da vinda de Marina Silva e Eduardo Campos ao Estado. 

 
Se Renato Casagrande tiver uma ação determinante na discussão nacional sobre a ascensão de Marina à candidatura presidencial, o quadro pode vir a ser alterado no Estado, embora, para os meios políticos a falta de figuras eleitorais com concentração de votos ligados à Rede no Estado, a candidata presidencial pode não se interessar pelas desavenças de seus aliados no Espírito Santo. 

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