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Médicos admitem morte cerebral de Glauber Coelho, mas confirmação só será anunciada após exames

A notícia de que o deputado estadual Glauber Coelho (PSB), 40 anos, havia morrido no início da manhã desta quarta-feira (20) causou um grande desencontro de informações. Por volta do meio-dia, a equipe médica reuniu a imprensa em Cachoeiro de Itapemirim para uma coletiva de imprensa. Os médicos afirmaram que o deputado apresenta quadro clínico compatível com morte encefálica, mas a confirmação só será oficializado após exames que serão realizados durante a tarde. 
 
Participaram da coletiva de imprensa, o chefe do CTI do Hospital Evangélico de Cachoeiro, Marlus Thompson; o clínico-geral José Zago Pulido; e os neurocirurgiões, Rogério Pacheco, que operou Glauber no dia do acidente, Mateus Altoé. 
 
A informação de que o deputado havia morrido pela manhã foi  confirmada pelo presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM), durante a sessão ordinária da Casa, causando uma grande comoção no plenário.  A sessão, inclusive, foi suspensa.
 
A reportagem entrou em contato por volta das 10h30 com a assessora do deputado, Claudia Sabadini, que também confirmou a informação, mas na coletiva de imprensa, que aconteceria logo depois, a equipe médica que cuida do deputado disse que não poderia confirmar, naquele momento, por volta de 12 horas, a morte do deputado, embora admitissem que o quadro do paciente era compatível com morte cerebral clínica.
 
A reportagem entrou novamente em contato com a assessora do deputado, que explicou que desde essa segunda-feira (18) não há boletins médicos sobre o estado de saúde do parlamentar. Pela manhã, ela foi informada por um familiar do deputado, que Glauber havia falecido.
 
Claudia afirmou ainda que ligou para a assessora do hospital, que, por sua vez,  negou que havia sido atestada a morte do deputado. Ela afirmou ainda que aguardava o boletim oficial da equipe médica para confirmar a morte, mas neste meio tempo, o ocorrido já havia sido comunicado pela Assembleia e por boa parte da imprensa, inclusive Século Diário. 
 
A Assessoria de Imprensa do Hospital Evangélica não soube informar que vazou para o presidente da Assembleia que o deputado teria morrido pela manhã. A Assessoria garantiu que a informação não partiu do hospital.

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