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Na disputa à Câmara dos Deputados, Lelo é o mais gastão

Lelo Coimbra foi o recordista de gastos na corrida à Câmara dos deputados. O peemedebista, que conquistou seu terceiro mandato consecutivo de deputado federal, gastou nada mais nada menos do que R$ 2.23 milhões. 
 
Com a pequena fortuna gasta por Lelo, daria para cobrir as despesas de campanha dos candidatos Max Filho (PSDB), Paulo Foletto (PSB), Givaldo Vieira e Helder Salomão (ambos do PT). Juntos, os quatro candidatos, segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), gastaram R$ 2.25 milhões.
 
Os gastos de Lelo têm inflacionado de eleição para eleição. Na campanha de 2006, a primeira do peemedebista à Câmara, Lelo gastou R$ 858 mil; na de 2010, R$ 1.23 milhão; e nesta R$ 2.23 milhões. Se continuar nesse ritmo, Lelo vai gastar de R$ 4 a 5 milhões se tentar a reeleição em 2018.
 
Lelo foi o recordista de gastos nessas eleições, mas não de votos. Sérgio Vidigal (PDT) fez campanha com praticamente metade do dinheiro (R$ 1,31 milhão) gasto por Lelo e conquistou quase o dobro de votos do peemedebista: 161.744 votos. 
 
Apesar da campanha milionária, Lelo foi o segundo colocado no quesito custo/voto. Cada voto de Lelo custou R$ 23,60. Não superou o custo/voto do deputado eleito Marcus Vicente. O candidato do PP, entre os eleitos, recebeu a menor votação: 45.525 votos. Cada voto custou R$ 31,34. Vicente foi o segundo candidato eleito que mais gastou: R$ 1.42 milhão.
 
De outro lado, Helder Salomão foi o segundo que menos gastou entre os dez deputados eleitos. O petista gastou R$ 441 mil e conquistou mais de 83 mil votos. Custo de R$ 5,26/voto. Max Filho (PSDB), terceiro candidato mais votado (91.210 votos), também teve um custo médio baixo por voto. Cada voto custou ao tucano R$ 5,90, segundo menor custo/voto.
 
Dinheiro não garante eleição
 
O mapa da prestação de contas mostra que dinheiro ajuda, mas não garante a eleição. Na disputa a Câmara, alguns candidatos investiram pesado, mas mesmo assim ficaram de fora. Foi o caso do deputado federal Camilo Cola, que tentou a reeleição sem sucesso. O peemedebista gastou R$ 1.27 milhão para conquistar pouco mais de 42 mil votos. 
 
Outro que não economizou e também acabou ficando pelo caminho foi o tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas. O candidato do PSDB gastou R$ 1,27 milhão e levou pouco menos de 50 mil votos. 
 
A deputada federal Iriny Lopes gastou bastante para tentar a reeleição, mas não chegou a romper a casa do milhão, A petista gastou R$ 880 mil e teve pouco mais de 43 mil votos. 
 
Entre os não eleitos, chama atenção o desempenho do ex-deputado federal Capitão Assumção (PRB), que fez milagre com pouco dinheiro. O candidato gastou apenas R$ 60,6 mil na campanha, mas conquistou 36.032 votos. Esse resultado significa que Assumção gastou R$ 1,68 por voto. Um custo mais de 18 vezes mais barato que o custo/voto de Marcus Vicente, o mais gastão.
 
Mesmos financiadores
 
O mapa das prestações de contas dos candidatos eleitos também revela quais são os principais doadores de campanha. As principais fontes de receitas de Lelo Coimbra, o recordista em gastos, são de empreiteiras, mineradoras e de uma empresa de saúde. Só a Unimed doou ao candidato R$ 600 mil. A Construtora Andrade Gutierrez, a OAS Engenharia e a Saepar Serviços puseram R$ 200 mil cada na campanha do peemedebista. Vale Manganês, Mineradora Corumbaense e JBS/Friboi doaram R$ 100 mil cada, completando a lista dos maiores financiadores de campanha.
 
As receitas do candidato Marcus Vicente de empresas de granito, da JBS/Friboi (via diretório estadual), Fibria (Aracruz Celulose) e Galvão Engenharia. 
 
O mapa de arrecadação de Sérgio Vidigal, o terceiro que mais gastou entre os eleitos, também seguiu caminho semelhante ao de Lelo e Vicente. O grosso das doações também veio das mineradoras, empreiteiras e da JBS/Friboi (via comitê nacional do PDT). Só da Minerações Brasileiras Reunidas (MBR) Vidigal recebeu R$ 200 mil; da JBS/Friboi, R$ 250 mil. O candidato mais votado à Câmara também recebeu dinheiro da Fibria (Aracruz Celulose), MRV Engenharia (R$ 40 mil), Campo Verde Shopping Rural (R$ 150 mil) e ArcelorMital (R$ 70 mil), só para citar os principais doadores. Boa parte do recurso arrecadado veio do comitê nacional do partido, mas a prestação de contas não identifica o nome do doador, apenas o número. 

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