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Novo cenário político deixa Ferraço mais próximo da reeleição

Com a iminente aprovação da PEC da Reeleição na Assembleia Legislativa, a recondução do atual presidente da Casa Theodorico Ferraço (DEM) fica também mais próxima. Embora negue o interesse, o nome de Ferraço é que mais agrega no novo cenário político da Casa, sem que entre em conflito direto com o Palácio Anchieta.
 
Embora mantenha o caráter submisso ao Executivo, a nova Assembleia assume uma postura de buscar um diálogo menos vertical com o governador eleito Paulo Hartung (PMDB), diferentemente de suas duas outras passagens pelo governo, em que a relação era vertical e intransigente com os deputados estaduais. 
 
Um bloco de deputados reeleitos buscou na manobra para permitir a reeleição entre uma legislatura e outra no sentido de mandar um recado para o governador de que querem ser ouvidos na escolha do presidente da Casa. 
 
Para o  bloco, o nome mais adequado a essa relação mais independente da Assembleia seria o do deputado reeleito Da Vitória (PDT), que conseguiu aumentar seu capital eleitoral em uma movimentação política com o secretário do partido no governo Renato Casagrande, Iranilson Casado, e à frente da Comissão de Educação da Casa. Mas o perfil ligado ao governador Renato Casagrande inviabilizaria a articulação com Hartung. Além do pedetista, outro nome que também agregaria entre os deputados é o do deputado eleito Enivaldo dos Anjos (PSD), devido à experiência política.
 
Mas as movimentações atuais seguem na direção de Ferraço. A manobra não tem outra função senão garantir um nome de peso que tenha condições de entrar no jogo político em condições de igualdade, protegendo os parlamentares de uma relação desigual com o Palácio. A movimentação de Ferraço, se ausentando da Casa no período da votação da PEC, sinaliza que ele estaria, sim, disposto ao novo mandato.
 
O que para Paulo Hartung também representa uma candidatura positiva. Ferraço sabe interpretar os movimentos do governador e conseguiria assim se movimentar dentro da Casa, evitando conflitos. 
 
Nesta movimentação também entram os interesses de Theodorico Ferraço. Ele quer acomodar a mulher na bancada federal para cacifá-la à disputa municipal de Itapemirim. Norma precisa de um mandato tanto para se proteger de problemas judiciais quanto para aumentar seu capital político. Já o presidente da Assembleia é favorito na corrida eleitoral em Cachoeiro de Itapemirim. 
 
Nos meios políticos a acomodação de Norma e Theodorico Ferraço, além do mandato de senador do filho, Ricardo Ferraço (PMDB), seria muito, mas a possibilidade de acomodação existe. O problema seria encontrar na bancada um nome a ser retirado para dar assento a Norma. Os deputados reeleitos Lelo Coimbra (PMDB) e Jorge Silva (Pros) não estariam dispostos a abrir mão de suas cadeiras e os outros dois nomes – Max Filho (PSDB) e Manato (SD) – não estariam sendo cogitados para a equipe de Hartung. 
 
A PEC volta a ser votada, em segunda sessão, nesta segunda-feira (8). A eleição para a Mesa Diretora será no retorno do recesso, no dia 2 de fevereiro. 

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