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‘O Evair dos 50 mil votos é a soma da minha trajetória’

Rogério Medeiros e Renata Oliveira
Foto: Leonardo Sá/ Porã
 
Eleito com quase 50 mil votos à Câmara dos Deputados, Evair de Melo (PV) começou a vida no campo, mas desde o final da década de 1990, vem rodando o mundo para mostrar a qualidade do café capixaba. Levado por grupos políticos que acreditavam em seu trabalho, foi secretário municipal, disputou prefeitura e foi presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). 
 
Nesta entrevista, o deputado federal eleito, que é a novidade na bancada, conta um pouco de sua trajetória de vida, que para ele é a responsável pela votação que garantiu sua cadeira em Brasília. O deputado conta como foi sua entrada na vida política e a linha que pretende seguir em Brasília. 
 
Evair de Melo entende que a ciência e a tecnologia não devem ser separadas do processo educacional. Defende, ainda, que o investimento nessa área pode fortalecer os arranjos produtivos no Espírito Santo. É neste campo que ele pretende atuar na Câmara, tentando atrair a atenção dos colegas para a importância de investir na qualidade dos produtos oferecidos no Brasil. 

 
 
Século Diário – Quem é Evair de Melo?
 
Evair de Melo – Nasci em uma comunidade rural, em Santa Luzia, município de Conceição do Castelo [sul do Estado]. Tenho 42 anos, sou casado, e pai de dois filhos. Meus pais são pequenos proprietários rurais e ainda moram na propriedade rural em que eu nasci. Estudei sempre em escola rural. Quando conclui o ensino fundamental, meus irmão tinham ido para o seminário de padre e eu seria o terceiro filho, não podia sair de casa. Como não tinha opção, fui estudar em Conceição do Castelo…
 
–  É longe?

 

– Eu fazia 23 quilômetros de bicicleta todos os dias. Era uma Monarque 76, pesada. Hoje eu acho que foi uma boa. Era um atleta, jogava futebol no fim de semana e sobrava, porque tinha feito a preparação muscular a semana toda. Fiz magistério, mas sempre quis ser técnico agrícola. Então, quando terminei o magistério, fiz o segundo grau novamente, porque queria ser técnico agrícola. Aí fui para Alegre, em 1990, para fazer o que hoje é o Ifes [Instituto Federal do Espírito Santo], antiga escola agrotécnica de Alegre, e me formei em 1992. Nessa época fui contratado para trabalhar como técnico agrícola na Itapemirim, na fazenda Pindobas. 
 
– Foi trabalhar com Camilo Cola?

 

– Eu passei em três vestibulares em Agronomia, em Viçosa; Direito, na Ufes [Universidade Federal do Espírito Santo] e Administração, em Cachoeiro. Mas, menino da roça, direito não era uma coisa que me encantava muito. Viçosa também não porque ficava muito longe de casa. Aí arrumei emprego na Itapemirim, fiquei um mês lá. Depois de um mês, saiu o resultado da prova para Administração em Cachoeiro e era à noite. Então, eu procurei o 'Seu Camilo', para sair mais cedo para pegar o ônibus e ir para Cachoeiro. Ele disse que quem trabalhava com ele tinha que escolher, fazia faculdade com ele, não precisava fazer outro curso. Aí eu fui muito agradecido a ele, mas não peguei nem minha carteira de trabalho, mandou entregar lá em casa depois. 
 
– Escolheu a outra faculdade, então?
 
– Eu sempre quis estudar e meu pai também queria. Ele abriu mão de qualquer luxo para os cinco filhos dele estudarem. São dois professores universitários, um é agrônomo, minha irmã é pedagoga. Aí, eu voltei para a roça de dia e estudando à noite. Não eram mais 23 quilômetros de bicicleta, não. Eu andava 12 a pé por dia para fazer a faculdade. Trabalhava até às 16 horas, ia pra casa, tomava um banho, pegava a minha mochila, andava seis quilômetros a pé e pegava o ônibus para Cachoeiro, uma hora e meia de ônibus. Acabava a aula pegava o ônibus novamente e chegava em casa  às 1h30 da manhã. Foram quatro anos de faculdade assim. Ainda bem que na minha época não tinha mais esse negócio de assombração. Tinha medo, não. 

 
– E atuou na área de administração?

 

– No último ano, tive que fazer estágio e fui para Castelo trabalhar em uma fábrica de confecção, mas aí minha vida mudou radicalmente. Eu tinha ouvido falar da profissão de degustação de café, não dei muita atenção, mas guardei aquilo. Em 1996, a Cooperativa de Café de Castelo havia contratado um especialista de São Paulo, chamado Odilon Americano Rodrigues Alves, para dar cursos de qualidade de café em Castelo e ele era degustador de café. Eu fiquei sabendo e remontei a história que tinha ouvido sobre a profissão. Encontrei esse senhor por acaso. E o presidente da cooperativa pediu que eu o acompanhasse nos cursos que ele iria ministrar em Castelo. Passei a ser ajudante dele na cooperativa. Não tem aquela história do Einstein com o motorista dele? A minha história é parecida. Acompanhei ele por 16 cursos e no 17º pedi para eu ministrar a palestra e aí ministrei até o 25º curso. Daí ele fez uns testes para saber se eu tinha perfil sensorial para ser degustador. Fiz o teste e para a surpresa dele, foi como uma pessoa que nunca tocou um instrumento, que pega o instrumento e sai tocando. Eu tinha talento para a coisa. Acreditei nele e fui com ele para o sul de Minas Gerais, onde a profissão é valorizada. 
 
– Mas depois de fazer faculdade de administração, como foi falar para seus pais que ganharia a vida provando café? Eles conheciam a profissão?

 

– Não, mas eu expliquei o que era, que eu tinha talento para isso, e disse que iria apostar. Meus pais me eram apoio total e dinheiro que dava para eu ficar um dia no hotel. Fui para lá, ia ficar no sul de Minas, trabalhando em cooperativa, mas aí veio outra mudança radical. Um grupo de Venda Nova ficou sabendo dessa história, se reúne comigo e me faze um desafio para que eu ficasse no município e montasse um centro de degustação de café para dar assistência técnica aos agricultores. Então, em 1997, em uma parceria com a prefeitura e as empresas privadas e da Pronova, que era uma associação na época, montamos o primeiro Centro de Qualificação e Degustação de Café do Espírito Santo. 
 
– Então, até quase a década de 2000, não se dava importância à qualidade do café no Espírito Santo?

 

– Não tinha um trabalho. Até então, os produtores não sabiam nada sobre a qualidade do café que eles produziam. Mas até então, só chegava café ruim para degustar, então, montamos um programa de qualidade do café, em que eu dava curso de colheita e pós-colheita de café, e os resultados começaram a aparecer. Vim a Vitória, bater na porta das empresas, para mostrar esse café de qualidade, e só uma me recebeu, que foi a Tristão. Nesse primeiro momento, as demais empresas achavam que isso não era necessário. Na década de 70 houve um trabalho, mas eles não cuidaram da parte de assistência técnica, extensão. Teve um núcleo, mas foi parado. Na década de 70, quando começou a surgir o conilon, ninguém queria comprar porque dizia-se que não era café, e seu Jones disse que tudo que se plantasse ele compraria. Isso foi um gesto importante, a Tristão me receber, porque eu pude dizer que havia para quem vender. E ele comprou o que aparecia. 
 
– E como o deputado chegou à vida política?

 

– Foi em Venda Nova. Eu morava com meus avós, a minha mãe é de Venda Nova. Em 2000 teve a eleição municipal em Venda Nova. José Onofre, que fez parte do grupo que me levou para o município, era o prefeito. Aí Braz Delpupo vence a eleição e retorna à prefeitura. Eu não tinha ligação com ele. E um dia ele chegou no Centro querendo falar comigo. Eu imaginei que ele quisesse até acabar com o programa. Ele perguntou como era o programa, eu expliquei. Ele disse que não queria falar de café, e eu achei que ia ser demitido, porque era a prefeitura que pagava o meu salário. Mas ele disse que queria continuar com o programa, com uma condição, que eu fosse o secretário de Agricultura. De princípio eu não quis.
 
– Até então, o seu contato com política era nenhum?
 
– Não, eu conhecia porque eu lia, mas eu não tinha contato nenhum. Imagine, eu de Conceição, migro para Venda Nova, e dois anos depois viro secretário de Agricultura do município? Ele disse para eu pensar e eu fui consultar as pessoas que me levaram para lá. Achei que iriam botar o pé na porta, mas disseram que seria uma boa oportunidade, me incentivaram. Eu voltei e disse que aceitaria, mas se eu pudesse não ficar dentro da prefeitura, que a secretaria funcionasse na cooperativa. E ele aceitou. Acabei sendo secretário por oito anos. Aí entrou o Pronaf [Porgrama Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar], a cooperativa cresceu. Em 2005 ganhamos um prêmio da ONU, fui para o Japão e para a Coreia, com Lula. Fomos eleitos o melhor projeto social do ano, pela Caixa Econômica. 

 

– Ficou oito anos como secretário?

 

– Secretário de Agricultura e Meio Ambiente , degustador de café, fazendo programa de rádio, e jogando bola. 

 

– E jogava bola bem?

 

– Eu era animado. Mas fui muito bem avaliado como secretário e, com isso, Venda Nova ganhou destaque, porque além do café, demos mais visibilidade à cadeia do tomate, ao agroturismo. Essa questão do café trouxe especialistas e interessados do mundo todo. Virei árbitro internacional de qualidade do café. Eram 24 no mundo todo, dois brasileiros, e eu era um deles. Como me tornei conhecido do mercado do café, usava isso para me aproximar das exportadoras, e a imprensa se interessou. 
 
– E depois da secretaria? 
 
– Em 2008, o grupo do prefeito quis me lançar à disputa pela prefeitura, porque entendeu que era o momento de uma renovação. Fiz o mesmo trabalho, consultei minhas origens e tem uma frase muito bacana de um senhor de lá, que disse: “eu queria que meus filhos tivessem a sua mesma trajetória e eu queria ter a sua idade, para ter a oportunidade que você está tendo. Toca a sua campanha porque você não vai sair menor do que entrou na disputa”. Fizeram a pesquisa e eu tinha 3% de intenção de votos. Foi muito bacana, disputei com o Dalton [Perim], que tinha uma campanha consolidada. Fui conversar com as pessoas. Eu perdi por 160 votos. Foi ótimo. 

 

– Disputou por qual partido?

 

– PSDB. Fiz uma campanha muito modesta. Gastei R$ 26 mil em uma campanha para prefeito, mas fui na cada de cada morador de Venda Nova, conversei com as pessoas. Dalton teve uma eleição justa. Acabou a eleição, peguei a bicicleta e fui na casa dele, no domingo a noite, e dei parabéns. 

 

– E como você chegou ao Incaper?

 

– Na segunda-feira já estava na cooperativa trabalhando. Nesse processo do café, eu tinha relação com Paulo Hartung [PMDB] e Renato Casagrande [PSB]. Eu era um cara consolidado no meio da agricultura. Aí o Paulo Hartung começou a me sondar. A princípio, disse que não. Aí foi outubro, novembro, dezembro, as pessoas próximas ao Paulo me ligavam muito. Ricardo Ferraço [PMDB] me incentivava muito. Renato Casagrande me incentivava muito a permanecer na política. Em 27  março de 2009, fruto de um entendimento, Paulo me convidou para ingressar no governo. A princípio não era para o Incaper. Quando eu cheguei na sala dele, me mostrou uma folha com a nomeação para o Incaper. Foi no susto. 

 

– E como foi sua chegada ao Incaper?

 

– A candidatura de deputado federal começa aí. 

 

– Aí vira o Evair do Incaper…

 

– Sim, e se soma ao Evair do futebol, do programa de rádio… eu tinha um programa de rádio, em Castelo, de 5h30 às 6h30. A rádio cultura tem uma abrangência grande e o programa tinha bastante audiência. Também sempre fui ligado à Igreja Católica. Hoje eu tenho a maturidade de entender que as coisas foram se acumulando. Mas o Incaper foi um desafio importante e uma experiência fantástica. 

 

– Ficou quanto tempo?

 

– Fiquei cinco anos. Na troca de governo, fiquei no mesmo cargo. Entrei com Ricardo Santos secretário e em novembro assumiu o Enio Bergoli, que era gerente de projetos do governo. Foi presidente do Incaper durante sete anos e depois virou gerente de projetos. Quando eu assumi o Instituto não tinha planejamento estratégico, tinha que começar a reforma administrativa. O Incaper completava um ciclo de 50 anos, muita gente estava se aposentando. Então tive que convencer o governo a fazer concurso. As pessoas na Capital não conheciam o Incaper e quando a instituição não é referendada pela sociedade, ela não tem peso. Foi dessa época que fizemos um levantamento de serviço para que o instituto tivesse visibilidade. Encontramos o serviço de meteorologia, muito simples. Descobrimos que aquilo tinha importância para todos os capixabas e, se conseguíssemos estruturar, conseguiríamos a visibilidade. 
 
– E quando chegou essa visibilidade?
 
– Nas chuvas de 2009, que conseguimos dar a informação que as pessoas precisavam. Isso aumentou nossa visibilidade. Aí vieram as chuvas de 2010, 2011 até a catástrofe de 2013. E a informação foi importante, porque informação salva vidas. Não era propaganda, era serviço, utilidade. Em 2013 fizemos o balanço social, com a entrega das respostas para a sociedade. Fomos a melhor empresa em custo benefício de pesquisa e extensão do País. A Embrapa, para cada real investido, ela trás de retorno R$ 7,45. O Incaper, para cada R$ 1,00 investido, trouxe R$ 12,46. Se fossemos uma empresa privada, traríamos mais de 1.000% de lucro. 
 
– Isso também lhe deu bastante visibilidade, não é?

 

– Na época cheguei à presidência do Conselho Nacional de Pesquisa  Agropecuária. Isso me deu uma outra visão do negócio de 2011 a 2013, me colocou em outro patamar, até para valorizar a importância da pesquisa agropecuária. Vai ser minha bandeira na Câmara, se você negar a ciência, você nega a educação. Tem muita gente cometendo esse equívoco. Precisamos retomar esse discurso. A ciência não é a verdade absoluta, mas como caminho viável ela é importante, até para mexer nos ciclos, para que a coisa não fique só no empirismo. O Incaper é a instituição no Brasil com pesquisa em orgânicos mais antiga e mais estruturada. Nossa fazenda está há 22 anos realizando produção científica de orgânicos. Isso foi importante porque colocou o Estado na vanguarda da pesquisa no Brasil. E aí eu encerro meu ciclo em 2014, com a decisão de ficar de vez na política.

 

– Por que trocar o PSDB pelo PV? 

 

– Quando eu disputei para prefeito, estava saindo da política. Eu queria me desfiliar. O PV tem uma história bonita. Eu sempre acompanhei o PV, achando que o partido dá uma contribuição importante para o País. Claro que todo partido tem suas particularidades. Me senti muito confortável no PV. Minha trajetória de vida se relaciona com o PV, juntos, poderíamos ser maiores. Eu tinha o convite desde a criação do PV, mas estava disposto a sair da política e voltar a ser técnico. Quando aceitei o desafio, tinha muitos convites, mas viajei o mundo e vi que essa questão ambiental tem que ser discutida com seriedade. Temos que produzir riqueza, mas temos que repensar a cidade, a cidade é uma invenção do homem em busca do caos e o caos não é o fim do mundo, a solidão é que nos mata, o caos, não. Então, comecei a ver que poderia dar minha contribuição. O PV me recebeu muito bem, me deu essa liberdade. 

 

– O deputado obteve 48.829 votos. O senhor já mapeou esses votos? De onde vieram esses votos?

– O Evair dos 50 mil votos na eleição é a soma da minha trajetória. Ser o Evair da Agricultura me deu votos nos 78 municípios do Estado. Dos quase 50 mil votos que tive, 35 mil foram obtidos em um raio de 70 quilômetros da minha casa. Ali acumulou o Evair do futebol, da igreja, da cooperativa, da Secretaria, do Incaper, e regional. Tudo a uma hora da minha casa, o voto distrital. O voto como candidato da região foi muito importante. Minha maior votação nominal foi em Castelo, com 8.101 votos. O município onde não moro. A maior votação até então foi a de Ricardo Ferraço (PMDB), que foi de 4 mil. Venda Nova e Conceição do Castelo me deram proporcionalmente a melhor votação. Tive votação boa em Domingos Martins, Brejetuba, Muniz Freire, Afonso Cláudio. Tive quase quatro mil votos em Cachoeiro…

– Sendo que em Cachoeiro havia uma profusão de candidatos…

– Tinha Norma Ayub (DEM), Camilo Cola (PMDB), o prefeito apoiando Givaldo Vieira (PT), e tinha professor Leo (PT), que também teve boa votação. Na Grande Vitória, eu tive quase três mil votos. Quem votou em mim na Grande Vitória?  Boa pergunta, né? To tentando descobrir ainda. A estrutura partidária me deu alguns votos em Vitória.

 
– Quem casou com você na estadual?

 

– Foi o Braz Delpupo [DEM]. 

– A coligação também foi muito boa, não é?

– Aí vem a inteligência da coisa. Nós não poderíamos errar para que o esforço não fosse desproporcional na campanha. No esforço também vem o investimento. Tem que ter o planejamento … 

– Foi o que vitimou o Vandinho Leite (PSB)…

 
– A regra é clara. Isso foi mérito do partido, tenho que dar esse crédito. Nossa tese era de que Neucimar Fraga seria o mais votado e eu ia disputar a vaga com Marcus Vicente (PP). Com Neucimar candidato, faríamos dois. Quando Neucimar sai, todo mundo achava que iria fazer um. Mas por uma combinação de fatores e erro das outras coligações, fizemos dois. 
 
– Mas os dois estaduais do partido estavam casadinho com eles, Erick Musso e Cacau Lorenzoni…

 

– Além do Gatinha, em Santa Maria, e Marcus teve 76 mil votos na última eleição. Sexta disputa dele. E eu li esse mapa e fui caminhando, trabalhando bem, feliz. E isso me deu a eleição e a surpresa para o mercado e para a coligação foi ter feito dois. 

 

– O que você vai fazer na Câmara dos Deputados?

–  Eu poderia disputar a prefeitura novamente, poderia disputar a eleição de deputado estadual. Muita gente me perguntou isso até o dia da eleição, mas essa coisa de ter presidido o Conselho Nacional de Pesquisa me mostrou que o Espírito Santo está carente de pessoas para ocupar esses espaços. Temos uma característica muito própria dos capixabas que é a mistura de tudo, um pouquinho de Brasil. Eu aceitei esse desafio de ir para Brasília para dar essa contribuição na área de ciência e tecnologia, até para a minha geração. O Parlamento está carente do debate nesse campo. 

 
Temos que deixar de ser um Estado de produto simplesmente, temos que agregar valor à nossa produção. Quero discutir a questão do uso da água, das rodovias, para resolver os problemas do Estado. Mas o modelo de concessão não deve apenas encurtar os caminhos, tem que contemplar o arranjo produtivo local.  A lógica de duplicação é do veículo, temos que ter a lógica de duplicação do arranjo produtivo, para beneficiar as pessoas. Não serei dono do meu mandato, serei fruto de uma série de fatores. 

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